A turbulência vivida no Morumbi, prestes ao São Paulo dar o seu pontapé inicial no Campeonato Brasileiro, acendeu o alerta tanto da torcida, como nos bastidores do Clube. O desentendimento entre Rogério Ceni e o atacante Marcos Paulo deixou o clima quente, mas tanto a direção, quanto o próprio elenco, trabalham para que não fiquem resíduos com potencial de prejudicar a segunda metade da temporada.
Nesta quarta-feira (22), uma voz de peso se levantou para abordar a situação. O Coordenador de Futebol Tricolor concedeu entrevista ao portal Uol Esporte e fez uma comparação com o passado, para destacar as possibilidades de superação sobre o problema.
“O Rogério trabalha muito, o momento não é bom e quando a bola não entra as coisas se acentuam. O dia a dia do futebol tem muita divergência, muita discussão, muito nervosismo quando as pessoas querem ganhar e as coisas não funcionam”, cravou Muricy para, na sequência, mexer no passado e lembrar de seus tempos de treinador.
“Eu já fui campeão em elencos cheios de problemas, mas no campo as coisas funcionavam. O São Paulo vive um momento ruim, mas não é uma crise como pintam. O ambiente é normal de um clube de futebol, com altos e baixos, alguns que são amigos e outros não. Mas todos querem vencer e a gente trabalha para deixar tudo mais harmonioso possível”, completou o coordenador.
Além de jogar luz na situação complicada que se encontra o São Paulo, mas com confiança na resolução, Muricy também tocou em um ponto polêmico, seu “silêncio” em relação a questões que explodem em polêmica entre os torcedores: “Eu trabalho muito, só que eu não apareço, né? Aí pode parecer que não sou importante. É o meu jeito, eu não gosto de falar. Não falo quando está ruim e muito menos quando está bom. Quando eu era treinador, aparecia, era a minha hora de falar. De cobrar, de ser cobrado, de receber os frutos e também as críticas. Hoje é diferente. Estou nos bastidores, numa nova função, e não tenho que aparecer, apresentar jogador, dar entrevista toda hora. É o meu jeito, é como acho que tem que ser, e talvez isso dê uma impressão errada”.




