Após uma temporada decepcionante, o Santos se estrutura para tentar iniciar bem 2026, seja nas competições estaduais, nacionais ou continentais, já que voltará a disputar a Copa Sul-Americana depois do recente retorno da segunda divisão.

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Na busca por retomar o protagonismo, o Santos tem chamado atenção no mercado, especialmente após a renovação de Neymar e a contratação de Gabriel Barbosa, o Gabigol. Apesar do entusiasmo de parte da torcida com a possível parceria, o comentarista Walter Casagrande, o Casão, demonstrou desconfiança quanto ao sucesso da dupla.
“Gabriel não vem apresentando bom futebol há dois anos consecutivos. Nesse período, o único momento realmente relevante foram os dois gols contra o Atlético-MG, na final da Copa do Brasil de 2024”, destacou Casão, ao relembrar a temporada fraca do jogador em 2025.
Casão cita o ego elevado de ambos os jogadores
“No ano seguinte, ele se transferiu para o Cruzeiro e não entregou nada em campo. Para completar, desperdiçou o pênalti que levaria a equipe à final da Copa do Brasil, em uma cobrança muito ruim contra o Corinthians”, afirmou o comentarista, antes de analisar a situação de Neymar.
“Já Neymar atravessa um longo período sem render bom futebol, há cerca de quatro anos, marcado por inúmeras lesões e cirurgias. Em 2025, recebeu um salário altíssimo no Santos e atuou muito pouco. Dizer que terminou o ano em alta por ter feito três gols contra o Juventude e um contra o Sport, ambos já rebaixados, é claramente um exagero”, completou.

Casagrande também comentou sobre o perfil dos dois jogadores. “São dois egos enormes, atletas que acreditam produzir mais do que realmente entregam atualmente. Dois profissionais muito ligados à exposição. A diferença é que um deles ainda carrega, em um passado recente, títulos e artilharias, mas se tornou inofensivo nos últimos dois anos”, criticou.
Comentarista lembra da dupla Romário e Edmundo
O comentarista ainda comparou a dupla à parceria de Romário e Edmundo no Flamengo, que chegou cercada de expectativa, mas não funcionou. “O risco de conflito de egos é claro. Neymar e Gabriel juntos lembram muito os piores momentos da convivência entre Romário e Edmundo no mesmo time”, ressaltou Casão.

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Por fim, Casagrande demonstrou preocupação com o trabalho do treinador. “Juan Pablo Vojvoda, além de montar uma equipe competitiva, terá de lidar com esse risco enorme. No início, tudo costuma parecer perfeito. Mas e depois? Gabriel aceitará ser coadjuvante? Neymar conseguirá conviver com um possível protagonismo do companheiro?”, questionou.








