O empate entre Santos e Corinthians, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, teve clima quente dentro e fora de campo. Autor do gol santista nos minutos finais, Gabigol protagonizou uma discussão direta com o árbitro Lucas Canetto Bellote durante o segundo tempo.

A situação veio à tona após análise de leitura labial divulgada pelo dublador Gustavo Machado. Em campo, o camisa 9 demonstrou irritação em ao menos dois momentos, reclamando da condução da arbitragem e da falta de critérios nas marcações favoráveis ao Peixe.
Em uma das cenas, Gabigol se dirige ao árbitro apontando para o meio-campo e cobra intervenção pela demora na substituição de um jogador do Corinthians. Logo depois, já nos minutos finais, o atacante volta a reclamar de faltas não assinaladas e solta um desabafo curto, mas claro: “Não dá”.
Arbitragem vira foco de críticas no clássico
A postura do árbitro também foi alvo de críticas fora das quatro linhas. Comentando a partida na transmissão da Record, o ex-árbitro Sálvio Spínola classificou a atuação como a pior que acompanhou nesta edição do Campeonato Paulista, citando erros de avaliação e falta de controle disciplinar.
O clima tenso se refletiu no número elevado de cartões. Ao todo, 14 amarelos foram distribuídos, além de advertências aos dois treinadores, Juan Pablo Vojvoda e Dorival Júnior, que também reclamaram de decisões ao longo do jogo.

Gabigol marcou o gol do empate já nos acréscimos. Foto: Raul Baretta/ Santos FC.
Dentro desse cenário, a postura de Gabigol simbolizou o sentimento de insatisfação do elenco santista. Mesmo participativo e decisivo no fim, o atacante demonstrou incômodo com o andamento da partida e a falta de fluidez causada pelas constantes interrupções.
Gol no fim muda o tom, mas não apaga tensão
Apesar da discussão, Gabigol foi decisivo. Aos 48 minutos do segundo tempo, o camisa 9 cobrou falta com precisão e garantiu o empate, evitando uma derrota que aumentaria ainda mais a pressão sobre o Santos neste início irregular de Estadual.

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O gol amenizou as vaias na Vila Belmiro, mas não apagou completamente o clima de cobrança. Ao apito final, jogadores foram até a arquibancada agradecer o apoio, enquanto parte da torcida ainda demonstrava insatisfação com o desempenho coletivo.
O Santos agora vira a chave para a sequência do Paulistão, ciente de que precisa evoluir em campo. Já Gabigol segue como referência técnica e emocional do time, mesmo quando a tensão extrapola e vira assunto fora do jogo.








