Presidente do Palmeiras abre o jogo ao The New York Times
O Palmeiras amargou sua primeira derrota na temporada de 2025 ao perder por 2 a 1 para o Novorizontino, em partida realizada no último sábado (25), na Arena Barueri. Resultado indigesto para o Palestra, já que o desempenho da equipe disparou as críticas sobre a postura da diretoria sobre a contratação de reforços.
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O próprio elenco do Verdão sabe que ficou em débito com a massa Alviverde, tanto, que Mayke admitiu que entende as vaias da torcida. Porém, o alvo dos palmeirenses está na gestão da presidente Leila Pereira, já que a mandatária está na linha de frente, na mira dos protestos pela formatação do atual elenco.
Neste contexto, a presidente também não se cala. E seu desabafo sobre a conflituosa relação com os palestrinos acabou indo parar em um dos maiores jornais do planeta. Isso porque Leila concedeu entrevista à página The Athletic, do New York Times e abordou uma situação complexa, ao qual acredita que vai além da sua atuação como dirigente.
Vale destacar, que na mesma entrevista, Leila entrou em detalhes sobre a negociação de Endrick com o Real Madrid, como também avaliou os problemas enfrentados pela Cria na equipe Merengue. Mas o que chamou atenção foi o seu desabafo, descrevendo ao tradicional jornal estadunidense, o machismo no futebol brasileiro.
O que disse Leila Pereira sobre sua relação com a torcida palestrina?
“Lamento aqueles críticos machistas que me desrespeitam, que dizem que lugar de mulher não é no futebol, que por ser mulher não entendo de futebol… sem saber de futebol, ganhei sete títulos em três anos, algo que homem nenhum conseguiu”, disparou Leila Pereira.
Leila é presença constante nas redes sociais e isso gera conflitos – Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
A presidente não se calou ao detalhar o tipo de crítica que recebe, expondo o que, de fato, aparece em muitas das críticas postadas e verbalizadas pela torcida Alviverde: “Mas então, como presidente, vi muitas coisas que não aconteceriam se eu fosse homem. Por exemplo, com as redes sociais, onde sou muito ativa, recebi algumas críticas”.
Leila reclamou de ser chamada de ‘blogueira’ e explicou situação
“Posto muitas coisas nas redes sociais, como muitos presidentes, e eles me criticam por isso, e tenho certeza de que é porque sou mulher. Eles me chamam de blogueira. Eles falam que eu quero aparecer mais do que o clube”, completou.
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A postura desagrada, mas para Leila Pereira, sua constante presença nas redes sociais é uma parte que considera importante de seu trabalho, pois, em sua avaliação, abre um canal transparente: “É uma forma de comunicação que eu tenho com a torcida”, disse a presidente.