As paralimpíadas estão as portas e assim como os atletas olímpicos, os paratletas enfrentaram muitas dificuldades para treinar neste período de pandemia. E esse foi o caso da esgrimista Mônica Santos, de 38 anos, que estará representando o Brasil pela segunda vez nos Jogos Paralímpicos precisou treinar em casa.


Apesar do longo período de preparação á distancia, finalmente ela poderá se reunir a Carminha Oliveira, Jovane Guissone e Vanderson Chaves no CT Paralímpico em São Paulo, para realizar a ultima etapa de treinamentos, antes de finalmente embarcar para Tóquio.

Depois de um longo período de treinos em casa, à distância, por causa da pandemia da Covid-19, Mônica Santos manteve sua motivação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio. A brasileira, aos 38 anos, vai à sua segunda edição de Jogos Paralímpicos com grande expectativa para “beliscar a medalha”. Depois de participar da Copa do Mundo de Esgrima em cadeira de rodas, em julho, a atleta pode sentir novamente o clima das competições internacionais e chega focada para representar o Brasil. A partir desta segunda-feira, 9, ao lado de Carminha Oliveira, Jovane Guissone e Vanderson Chaves, ela participa do último período de treinamentos no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, antes da viagem ao Japão que acontece no próximo dia 17.

Monica contou sobre a etapa de lapidação e a experiencia de reencontrar a equipe e o treinador. “A gente vai passar uma semana no CT para deixar mais afiadinho ainda, o que a gente já está conseguindo fazer de melhor. Cada um tem o seu ponto forte, é focar nesse ponto e deixar o 100% dele certo”, disse.
Monica afirmou que foi necessário foco e disciplina para superar os desafios impostos pela Covid – 19. “Foco e disciplina, acreditar muito em qual era o meu objetivo para acordar todo dia e deixar o cachorro gritar, a filha chamar. Pensar no que eu queria alcançar, manter o foco e a disciplina mesmo com treinos online, em casa, mesmo. Com essa pandemia toda, o que deu motivação para nós, para irmos aos treinos focados no objetivo, que é a medalha, foi saber que os Jogos Paralímpicos não tinham sido cancelados. Que estavam só adiados mais um pouquinho”, contou.

Apesar de não ter feito treinamentos presenciais, Monica acredita que a equipe encontrou as mesmas dificuldades dos adversários e por isso não está em desvantagem.  “Uma coisa que vi agora, depois que voltamos da Polônia, é que todos foram afetados. É mundial, essa pandemia afetou todo mundo. Quem estiver melhor psicologicamente, quem teve a disciplina é que vai conseguir chegar nos resultados. Todo mundo foi pego de surpresa, minhas adversárias também tiveram que fazer esses treinos sem contato com os técnicos, com os mestres, com seus colegas. O que deu motivação maior foi saber que eles também estão com o mesmo preparo da gente”, ressaltou.