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Técnicos estrangeiros superam brasileiros e dominam a Série A desde 2019

De acordo com o estudo, os treinadores vindos de fora do país registram 49,3% de aproveitamento, enquanto os nascidos no Brasil ficam em 44,43%

Técnicos estrangeiros superam brasileiros e dominam a Série A desde 2019 — Foto Thiago RibeiroAGIF
Técnicos estrangeiros superam brasileiros e dominam a Série A desde 2019 — Foto Thiago RibeiroAGIF

Um levantamento do Gato Mestre, núcleo de análise de dados do ge, revelou que nos últimos dez anos, os técnicos estrangeiros têm desempenho superior aos brasileiros na Série A do Campeonato Brasileiro.

De acordo com o estudo, os treinadores vindos de fora do país registram 49,3% de aproveitamento, enquanto os nascidos no Brasil ficam em 44,43%, uma diferença de quase cinco pontos percentuais.

O dado reforça um cenário que se consolidou a partir de 2019, e que vem moldando o perfil técnico do futebol nacional. Até 2018, os treinadores brasileiros ainda mantinham uma leve vantagem, com 45,57% de aproveitamento, contra 44,22% dos estrangeiros, que tinham presença quase simbólica na elite: representavam apenas 4,3% dos profissionais à frente dos clubes da Série A.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras – Foto-Fernando-MorenoAGIF-

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras – Foto-Fernando-MorenoAGIF-

Virada dos estrangeiros em 2019

Mas a virada aconteceu em 2019, um ano que se tornou um divisor de águas. Com as chegadas de Jorge Jesus ao Flamengo e Jorge Sampaoli ao Santos, o protagonismo estrangeiro tomou conta da temporada.

O português conquistou o Brasileirão com impressionantes 83,91% de aproveitamento, e o argentino levou o Santos ao vice-campeonato com 64,91% dos pontos. Impulsionados por esse sucesso, os treinadores estrangeiros não apenas dobraram o número de vitórias em relação aos anos anteriores, como também elevaram o nível médio de desempenho na competição.

Desde então, a tendência se manteve. Entre 2019 e 2025, os técnicos vindos de fora atingiram 49,63% de aproveitamento, enquanto os brasileiros caíram para 43,76% no mesmo período.

A diferença, além de consistente, foi acompanhada por uma presença crescente dos forasteiros: se antes eles ocupavam um espaço quase marginal, agora representam quase 29% dos treinadores da Série A, um salto de sete vezes em relação ao cenário anterior à “era Jorge Jesus”.

O levantamento explora o debate reacendido durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado na sede da CBF, que aconteceu na última terça-feira (4). O evento, que contou com a presença do italiano Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, expôs o incômodo de parte dos treinadores locais diante do avanço dos estrangeiros.

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