A possível proibição da publicidade de empresas de apostas no futebol brasileiro pode gerar um impacto direto de R$ 842 milhões aos clubes da Série A. A informação foi divulgada pela Revista Veja, que aponta prejuízo significativo caso a proposta avance no Senado Federal.

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O texto já passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida prevê a proibição de propaganda de bets em todo o território nacional, incluindo patrocínios estampados nas camisas e ações vinculadas a clubes de futebol.
Atualmente, cerca de 60% dos clubes da elite do Campeonato Brasileiro possuem contratos com empresas do setor de apostas. Entre os principais afetados estariam Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras, além de outras equipes que dependem fortemente desse tipo de receita.
Gigantes seriam impactados
Os contratos de patrocínio com casas de apostas representam uma fatia relevante do orçamento dos clubes. Em 2025, dezenas de equipes chegaram a divulgar um manifesto afirmando que a proibição poderia gerar uma perda anual imediata de até R$ 1,6 bilhão na indústria do futebol brasileiro.
O projeto prevê a vedação de publicidade em televisão, rádio, jornais, revistas e redes sociais. A restrição também se estende a transmissões esportivas, eventos e até à pré-instalação de aplicativos de apostas em dispositivos eletrônicos.

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Especialistas do setor defendem que a regulação deve focar no combate à publicidade abusiva e às empresas clandestinas, e não necessariamente na proibição total. Representantes da indústria argumentam que regras claras e proporcionais são fundamentais para garantir transparência e sustentabilidade ao mercado.
Impacto financeiro no futebol
Caso a medida seja aprovada e entre em vigor, o impacto imediato pode comprometer receitas de patrocínio máster, contratos publicitários e acordos comerciais firmados nos últimos anos. Muitos clubes passaram a estruturar seus planejamentos financeiros contando com esses recursos.

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A discussão segue em Brasília, enquanto dirigentes acompanham de perto os desdobramentos. Para os clubes, o temor é de que a eventual proibição provoque um desequilíbrio orçamentário significativo já na próxima temporada.








