O Atlético foi até o estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP), na noite da última quarta-feira (11), e ficou no empate em 1x1 com o Red Bull Bragantino, em jogo adiantado da sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de sair atrás no placar, o Galo buscou a igualdade na segunda etapa, com um gol do argentino Nacho Fernández.

A partida com os paulistas foi marcada por um polêmica ainda durante o primeiro tempo. Depois de revisão com auxílio do árbitro de vídeo, em um lance envolvendo Guilherme Arana e o zagueiro Léo Ortiz, do Red Bull Bragantino, que chegou a ser expulso, o árbitro Bráulio da Silva Machado voltou atrás na decisão inicial e cancelou a marcação de um pênalti

Depois de seis minutos de paralisação, foi assinalado o impedimento do lateral do Galo na jogada e cancelada a infração. Na súmula, divulgada após a partida, o árbitro apontou ter amarelado o técnico atleticano, Antonio Mohamed e o preparador físico Cláudio Kenny, além de relatar a indignação do ex-goleiro Victor, atual dirigente do Clube.

"Fui informado pelo 4º árbitro sr. Lucas Caletto Bellote, que no intervalo da partida, no momento em que as equipes regressavam para o reinicio do jogo, nas imediações do campo de jogo, o mesmo foi abordado pelo sr. Victor Bagy, gerente de futebol do Clube Atlético Mineiro, que de maneira acintosa protestou contra as decisões da arbitragem proferindo as seguintes palavras: 'Não foi impedimento, vocês são intocáveis'. Após, deixou as imediações e se dirigiu à área destinada aos dirigentes visitantes", escreveu. 

Em entrevista, "El Turco" evitou comentar o tema, mas apontou que a decisão da arbitragem, ao lado da atuação de Cleiton, goleiro do Red Bull Bragantino, foi vital para o resultado. O Atlético marcou, para a manhã desta quinta-feira (12), uma coletiva com diretor Rodrigo Caetano, que deve se manifestar sobre erros contra o clube no Brasileirão.