A Operação Penalidade Máxima II já garantiu a denúncia de 16 atletas que disputaram a Série A em 2022 e não deve parar por aí. A ação do Ministério Público de Goiás busca supostos envolvidos em manipulações de resultados em um esquema criminoso ligado a apostas. Com uma lista ainda maior de nomes citados, o procurador-geral do STJD, Ronaldo Piacente conversou com a ESPN sobre as medidas que já estão sendo tomadas.

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Em entrevista prestada ao programa ESPN FC, o advogado afirmou que o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva vem colaborando junto ao Ministério Público para o máximo esclarecimento dos verdadeiros culpados no escândalo. O objetivo é claramente identificar os jogadores e envolvidos de maneira geral com a manipulação de resultados, que aí, sim, a partir da comprovação, punir de maneira severa os infratores.
“Estamos trabalhando arduamente, inclusive estamos fazendo esse trabalho de colaboração com o Ministério Público para não existir injustiças. Mais grave que absolver um culpado é condenar um inocente. Está sendo tudo analisado, não vai passar nada em vão. Nós vamos, sim, punir! Estamos estudando a questão da suspensão preventiva. Todos os envolvidos vão ser denunciados. Aproveito para deixar um recado para os atletas, assim como o Fabio Luciano disse, é um caminho errado”, falou Ronaldo Piacente.
Mais adiante, na explanação que o procurador-geral fez à ESPN, algumas punições possíveis aos futuros condenados foram expostas. Segundo Ronaldo Piacente, um atleta pode ficar até dois anos afastado dos gramados, não existindo em nenhuma hipótese sentido, para ele, que tais atitudes tenham sido cometidas.
“Eles estão pensando em ganhar um valor que é ilícito, que naquele momento pode significar alguma coisa, mas aquilo vai prejudicar a carreira dele, o nome dele, a vida dele, a família dele. No mínimo ele vai ser suspenso por seis meses. Pode chegar até a 720 dias (quase dois anos) de suspensão, vai acabar com a carreira dele. Fora o nome que ficou manchado. Eu peço a esses atletas que botem a mão na cabeça e entendam que estão se prejudicando. Não tem vantagem nenhuma de fazer isso. Matematicamente falando não faz o menor sentido”, finalizou o procurador-geral do STJD.








