No final da atual temporada o Cruzeiro terá que resolver a situação de dois atletas que estão emprestados pelo Athletico-PR: Zé Ivaldo e Jajá. A negociação com ambos parte do zero, já que os respectivos contratos não apontam para opção de compra com valor fixado. Entretanto, para dar o pontapé inicial nas conversas, o Clube Celeste aguarda um importante fator e o diretor executivo da Raposa, Pedro Martins, abordou a situação.
“Ainda não tem (negociações com o Athletico), até porque a gente está esperando, de fato, fechar o orçamento para começar a tomar mais decisões em relação ao elenco do ano que vem, independentemente de ser na Série A ou Série B”, declarou Martins em entrevista ao portal Globo Esporte. Embora não tenha orçamento definido para o próximo ano, o Cruzeiro precisou se mobilizar para definir o caso de alguns atletas, já que poderia ter baixas inesperadas em seu elenco. É o caso de Lucas Oliveira, que está emprestado pelo Atlético-GO e teve uma oferta para se transferir para o futebol Norte-Americano.
Neste caso, o Zeiro bancou a permanência. Importante ressaltar que Oliveira tinha opção de compra, assim como Matheus Bidu e Neto Moura. No entanto, Pedro Martins não acredita que falta da opção de compra, seja um problema para garantir a permanência de Jajá e Zé Ivaldo: “A opção de compra é um mecanismo que você pode utilizar, caso você não precise negociar com o clube. A não existência dele não quer dizer que você não pode sentar com o clube para adquirir determinada parte dos direitos econômicos. Não ter esse gatilho contratual não te impede de conversar”, explicou o dirigente
Daqui uns anos os especialistas de bases vão dizer que Vitor Roque não foi valorizado na base de Cruzeiro e América (E não entro no mérito da polêmica de qual base ele saiu porque pra mim os dois clubes foram formadores, porque os dois participaram da maturação cm atleta e pessoa https://t.co/mt2itlOOQY
— LP (@peixotinhomilg) August 30, 2022
O curioso no imbróglio envolvendo Jajá e Zé Ivaldo, é que a negociação para os manter, envolve o Athletico-PR, clube ao qual a Raposa enfrenta uma questão indigesta por conta da saída de Vitor Roque para o clube paranaense. Há um litígio entre os Clubes, abeto no primeiro semestre. A situação está na Justiça do Trabalho e também está sendo discutida na CNRD. Pedro Martins garante que um caso não irá interferir em outro: “Em relação ao Vitor Roque, nós separamos os temas. Esse é um tema que está sendo tratado no âmbito jurídico, e o Cruzeiro está bem confiante com a forma como está conduzindo o processo. Mas há um diálogo (com o Athletico-PR), principalmente quando falamos de aspectos mercadológicos. Recentemente, trouxemos o Pablo Siles emprestado. Aconteceu da maneira mais profissional possível. Uma coisa não vai impedir a outra, até por serem negociações bem diferentes”.





