O Ituano venceu o Sport por um placar elástico: o grupo deixou o estádio Novelli Jr. com o placar de 4 a 1 e consolidou a boa fase da equipe. Comandado pelo interino Carlos Pimentel, o Galo de Itu tem a melhor campanha do returno da Série B até o momento. Destaques individuais acompanham a equipe, são os cados do atacante Rafael Elias e do lateral-esquerdo Mário Sérgio.

O primeiro marcou quatro gols nos últimos dois jogos, enquanto o segundo contribuiu para a equipe com um gol e uma assistência nas últimas três partidas. Caros Pimentel não deixou de exaltar a sequência positiva do Ituano e celebra a invencibilidade do time, que ainda não perdeu sob seu comando.

"A boa fase traz confiança, evidentemente, para o treinador também. Satisfação, contentamento e confiança de que quando eu faço uma leitura, o grupo de atletas abraça. Esse é um valor inalienável que temos. E o senso do coletivo, que é uma conversa que temos diariamente. O mental desse grupo é muito forte e o quanto um gosta do outro. Gente cuidando de gente é a tônica do nosso trabalho. E quando é assim, o atleta que sai não fica de bico ou insatisfeito. Ele torce pelo seu companheiro. A lateral esquerda é apenas um exemplo, mas temos em todos os setores. Felizmente hoje os 26 atletas de linha torcem uns pelos outros e a disputa é mais do que leal", disse o interino, em coletiva após o jogo.

Quando perguntado sobre o que mudou no Ituano desde que assumiu o cargo após a saída de Mazola Jr., Pimentel destaca que a diferença se deve mais pelo modelo de treinos, do que de jogo. Para o comandante, a vitória está na conta da efetividade da equipe, que finalizou bem menos que o adversário e ainda assim saiu de campo vitorioso.

"A metodologia de treino é diferente, a estrutura de jogo, os princípios são comuns. A questão da posse de bola, de não ter bola descoberta, investir em profundidade, construir no terço inicial. Isso todo mundo busca. Então o diferente não é a maneira de jogar, mas sim a maneira de trabalhar no dia a dia, o treino. O jogo contra o Sport foi o que menos desenvolvemos esses princípios, o que menos tivemos a posse de bola nessas seis partidas. Só que fomos extremamente efetivos. E efetividade tem muito a ver com a confiança do atleta de saber explorar o lugar certo na hora certa e de ter tranquilidade e lucidez na hora de executar o gesto motor", concluiu o técnico.