O técnico Thiago Carpini não pretende usar um "10 de origem", ou seja, um meia armador, na Ferroviária durante a Série D do Brasileirão. Dessa forma, o treinador justifica porquê aciona os jovens Thomazz e Rafael Luiz, amos com 20 anos, à frente do volante Marquinhos na última partida, que resultou em um revés por 2 a 1 para o Nova Venécia-ES.

"Enfrentei o Thomaz no Paulistão, ele jogou no corredor, conheci o Rafael Luiz no Cruzeiro quando surgiu, como lateral-direito de origem, nem meia ele é. Eu jogo num tripé, com esse primeiro volante que protege dois caras de corredor. O Thomaz jogou com a 10, mas não é um 10. Ele joga de corredor, como segundo homem, vindo de frente, participando da construção e pisando na área do lado contrário, porque ele tem essa capacidade. Ele não flutua como um 10 próximo dos atacantes e jogando de costas, não é a função do Thomaz e do Rafael na minha equipe", explicou o técnico da AFE.

Entretanto, Carpini não deixou de fazer ressalvas sobre a atuação dos jogadores durante a última derrota. "Não gostei do Rafael como meia e como corredor. Precisamos melhorar, essa responsabilidade é minha. O Thomaz não é meia [armador] na minha equipe. Temos que avaliar como ele percorre, não com o número da camisa. Ele joga de corredor, de frente, não joga de costas", pontuou.

O treinador ainda explicou sobre o processo de "testes" para entender o mecanismo da quarta divisão. "O Rafael, está claro, é outro corredor, que tem que participar da construção e chegar ao lado contrário, não só jogar atrás da linha da bola. E na segunda parte terminou como meia, como foi contra o Santo André, fez gol contra meu time na época, pisando na área, estava nessa função. Mas não foi bem, até por condição de gramado e atletas. Precisamos entender o mais rápido possível essa Série D", concluiu Carpini.