Não é segredo para ninguém que o Flamengo há muito tempo figura entre os favoritos para dominar o cenário do futebol sul-americano, assim como aconteceu em 2019 sob o comando de Jorge Jesus. O sucessor do Mister foi Rogério Ceni, que chegou a conquistar a Recopa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. No entanto, jamais foi unanimidade na Gávea.

Após uma sequência de resultados ruins e problemas nos bastidores, o ex-goleiro foi demitido do comando técnico do Mengão e deu lugar a Renato Portaluppi. O ex-técnico do Grêmio chegou ao Rio de Janeiro afirmando estar realizando um sonho e com a missão de recolocar o Fla no lugar de destaque nacional e do continente. Por ora, a missão vem dando certo.

Desde que Renato chegou, o Fla não sabe o que é perder e nem mesmo empatar. São cinco jogos e cinco vitórias, com direito a quatro goleadas (5x0, 4x1, 5x1 e 6x0). Nesse início de trajetória do treinador no Rio de Janeiro, ele 'adotou' um jogador contestado do elenco: Michael. O atacante, inclusive, revelou que pensou em tirar a própria vida recentemente.

"Eu tive depressão no ano passado, estava morando no hotel na época. Pensei em me suicidar. Aí eu corri por socorro, da minha mulher, do Dr. [Márcio] Tannure (chefe do DM do Fla) e do Diego Ribas. Eles me fizeram sentir querido. Tiveram cuidado comigo, o Marcos Braz também", contou o camisa 19 em entrevista ao Canal Barbaridade e também falou sobre Jorge Jesus:

"Falei pro Jorge Jesus tudo que eu tava passando, tava chorando e nem conseguia falar direito. Eu falei pra ele: 'consigo trabalhar, mas não consigo concentrar'. E ele disse: 'F***, eu não vou te mandar embora, c***'. Eu entrei no segundo tempo contra o Fluminense na final, eu fiz o gol. O Jorge Jesus chegou na minha cara e falou: "És um craque, pá", concluiu.