A base do Tricolor Carioca é motivo de orgulho. Em dez anos, o clube aprimorou a forma como administrava suas revelações, e Xerém virou símbolo de um ponto de virada do clube, capaz de prover talentos ao Flu. A volta do Nense a Libertadores, tem muito da contribuição dos pratas da casa, que fizeram um Campeonato Brasileiro de muito brio. Um dos protagonistas desse retorno após 8 anos longe da competição continental, foi o meia Martinelli, uma das joias de Xerém.
Martinelli foi revelado na chamada ‘Geração de Ouro’, campeã do Campeonato Carioca e vice-campeã da Copa do Brasil e Taça BH da categoria sub-17, em 2018. O jogador foi alçado para a equipe principal em 2020 e buscou com sucesso um lugar na equipe do então técnico do Flu, Marcão. O meia concedeu entrevista ao portal Esporte News Mundo e comentou sobre sua jornada.
“Fizemos uma ótima temporada. Muitos falaram que a gente ia brigar lá embaixo, mas o trabalho em equipe mostra onde que a gente conseguiu chegar. Nós conseguimos uma vaga na Libertadores, é um mérito de todos, torcedores, comissão, funcionários. Tem um pouco de cada”, avaliou Martinelli. O atleta detalhou como foi a chegada nos profissionais, e enalteceu os jogadores com mais bagagem no grupo:
“É muito importante porque um time só com jogadores jovens fica difícil de ser vencedor, e um só de experientes também fica difícil. Essa mescla é fundamental, fica bem legal. Desde que nós chegamos o pessoal brinca com a gente, parece que somos amigos há anos. Essa adaptação rápida foi legal, nos acolheram bem, todo mundo anda para o mesmo lado e as coisas acontecem de forma positiva para todos nós”, pontuou o jogador.
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— Bruno Cantarelli (@cantarellibruno) February 1, 2021
Com a carreira decolando, o jovem jogador tem um pensamento muito consciente sobre a saída para a Europa: “Acredito que cada um tem um amadurecimento diferente, uns amadurecem mais rápido e outros mais tarde. A gente tem a cabeça muito centrada no Fluminense porque sabemos que se fizermos uma boa campanha as portas se abrem. É o sonho de todo jogador ir para a Europa, mas acho que vai muito do trabalho que a gente desempenha ao longo da temporada. Depois que as propostas chegam, o jogador senta com o clube e vê o melhor para os dois”.
Para finalizar, Martinelli expôs o que projeta para o futuro imediato: “Eu penso em um dia me tornar um ídolo igual ao Fred. Tenho minha cabeça no Fluminense e não penso em coisas externas agora. Quero ficar aqui e jogar a Libertadores. Tenho certeza que vamos dar muitas alegrias a torcida tricolor por mais tempo”.





