O volante Maicon foi um dos principais nomes do time no Grêmio nos últimos anos. Além da importância dentro das quatro linhas, sendo não apenas referência técnica, como também um dos capitãesda equipe, o camisa 8 se tornou um “espelho” para jovens formados para a posição. Aos 35 anos, ele ainda tem contrato até o fim da atual temporada, mas tem atuado cada vez menos em virtude dos problemas físicos.
“No outro jogo que ganhamos de 8 a 0 consegui jogar o jogo inteiro, mas depois uns três ou quatro dias pra frente foi complicado, porque é desgastante, eu sinto mais que os outros, aí no outro jogo fica fora, entra durante o jogo, e assim vai ajustando pra sempre que eu puder jogar, jogar os 90 minutos em alto nível“, disse.
“Às vezes, vou num dia em períodos que não tem treinos pra fazer coisas para poder me ajudar a aguentar a jogar, porque meu pensamento ainda é de jogar esse ano e o próximo. Mas isso vai depender de como eu vou chegar no final do ano, pra decidir se eu vou jogar ou não, se eu estarei em condições de contribuir“, adicionou, em entrevista ao Globoesporte.com.

Nos bastidores, Maicon já conversou com Romildo Bolzan Júnior e expôs o desejo de treinar o clube. “Eu penso, tive algumas conversas com o presidente, mas sabemos que o presidente tem um tempo no clube, não fica pra sempre. Mas vou fazer os cursos, estou me preparando pra fazer o curso de treinador, mas de início quero ganhar mais experiência, acompanhar mais“, revelou.
“Se eu ficar no Grêmio eu gostaria de ser um auxiliar permanente no clube, para poder ter esse elo da categoria de base. Porque os jogadores que estão subindo agora têm me acompanhado bastante. Sou um jogador que está muito recente na memória deles, que viram as minhas conquistas, entenderam como sou no campo, pra muitos sou referência“, completou Maicon.





