O momento de Ricardo Friedrich é sensacional. O goleiro, que atualmente joga no Kalmar FF (SUE), vem liderando estatísticas no Campeonato Sueco e sendo destaque do Clube na temporada. Tanto que ele está a três jogos sem sofrer gols e atuou em todos as partidas no torneio nacional como titular. Em entrevista exclusiva aoBolavip Brasil, Ricardo comentou sobre a fase na carreira.

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“Claro que é gratificante ser reconhecido pelo trabalho realizado mas o mérito é de toda a defesa. O time todo vem mostrando evolução, comentam muito na imprensa daqui sobre nosso estilo de jogo com muita posse de bola e eu sei da importância do meu papel no time. Vamos continuar trabalhando para subirmos na tabela nessas 10 partidas restantes e quem sabe conseguir vaga para as qualificatórias Europeias. Foi muito tranquilo (adaptação)pois eu já joguei na Finlândia e na Noruega, então conheço bem os países escandinavos, a cultura, o clima. Quando escolhi vir para a Suécia jogar no Kalmar FF, sabia do estilo de jogo que o treinador busca, que usa bastante o goleiro para sair jogando e foi uma das coisas que mais me atraiu, então estava focado e sabia que as coisas iriam funcionar bem e que encontraria o que estava buscando para a minha carreira.”, afirmou Ricardo. Atualmente, o Kalmar FF está na sétima posição, com 33 pontos.
Dono da segunda melhor defesa do Campeonato Sueco, com 17 gols sofridos, o Kalmar FF deve muito a essa estatística por conta das boas atuações de Ricardo. Ele jáfoi eleito para a Equipe da Semana no ‘SofaScore’ e quatro vezes Seleção da Semana pelo canal ‘Discovery + Sport’. Além disso, Ricardoé o goleiro menos vazado do campeonato sueco, com 9 partidas de 20 sem sofrer gols. Apesar de suas boas atuações, ele prefere dividir o mérito com os companheiros de equipe.
“É mérito do trabalho de toda a defesa, entrega de todo o time. Criamos uma cultura de nos defendermos bem e sofrermos poucos gols. Nós temos treinamentos muito intensos e estudamos muito também como evoluir taticamente. As reuniões de análise de treino e jogos duram em média 1 hora e meia, então não é somente nos treinamentos. Também tenho uma relação muito boa com o meu treinador e principalmente com o meu preparador de goleiros. Falamos abertamente sobre o que está funcionando e o que precisamos melhorar e isso facilita o trabalho e se reflete em campo. Espero continuar ajudando o Kalmar FF a ter êxito nas próximas partidas e terminar o campeonato o mais alto possível na tabela”, disse Ricardo Friedrich.

Foto: Getty Images – Ricardo Friedrich é destaque no futebol sueco
Para quem está achando o sobrenome conhecido, Ricardo é irmão do também goleiro Douglas Friedrich, com boas passagens por Corinthians, Bahia, Avaí, entre outros clubes brasileiros. Hoje, ele está atuando noAl-Khaleej, da Arábia Saudita. Ricardo falou um pouco sobre a relaçao entre os dois e revelou que eles se conversam a todo tempo.
“Conversamos muito, meu irmão é meu exemplo. Mesmo morando distante durante grande parte da minha carreira, nós sempre trocamos experiências e ajudamos um ao outro a enxergar o que está além do que temos no nosso dia a dia. Meu irmão teve grandes momentos no futebol brasileiro e eu sempre torci por ele, assim como ele torce muito por mim aqui na Europa. Agora só desejo que ele tenha ainda mais sucesso nesse novo desafio na Arábia”.
Além disso, Ricardo também relembrou o seu início de carreira no Brasil e valorizou a sua formação em terras brasileiras, onde chegou a treinar comJandrei, atualmente goleiro do São Paulo,Alisson, goleiro da Seleção e do Liverpool (ING).
“Eu fiz a base no Internacional de Porto Alegre que é um grande clube brasileiro e foi extremamente importante para a minha formação trabalhar com grandes profissionais como os preparadores de goleiros Leonardo Jardim, Giuliano Roxo, Durgue Vidal e o treinador André Jardine. Lá treinei com o Jandrei, que hoje é goleiro do São Paulo, e com o Alisson, goleiro da seleção e do Liverpool. No Ituano também aprendi muito com o Doriva como treinador. Mas a questão é que precisava de tempo de jogo e naquela época dificilmente conseguiria no Brasil com a minha idade. Ter a oportunidade de jogar profissionalmente na Finlândia, Noruega, Turquia e agora na Suécia, também contribuiu para que eu aprendesse sobre essas culturas, seus idiomas. Foi e vem sendo muito enriquecedor ter essas experiências e me desafiar de uma maneira que não conseguiria permanecendo no Brasil, dentro e fora de campo. Mas em se tratando de futebol, na Finlândia e Noruega já joguei sob nevasca, vendaval, sensação térmica de -15 graus, e na Turquia, com estádio lotado pela torcida adversária cantando e pressionando durante todos os 90 minutos, lá os torcedores são apaixonados como os brasileiros. Aprendi bastante ao longo desses 7 anos aqui e sigo aprendendo”, finalizou Ricardo.
Ricardo volta a campo com o Kalmar FF na segunda-feira (5), às 14 (horário de Brasília), quando o time enfrenta o Varbergs Bois, pelo Campeonato Sueco.








