O Botafogo se movimenta no mercado, mas não é sem direção ou objetivo específico. Depois de anunciar os volantes Breno e Fabinho, os atacante Erison e Vinícius Lopes e o zagueiro Klaus, o Glorioso quer concluir suas contratações respeitando a busca pelos perfis traçados por seu departamento de futebol.

A norma a seguir é contratar jogadores que elevem o nível da equipe, como bem detalhou o diretor de futebol de General Severiano, Eduardo Freeland: “O que a gente busca em todos os jogadores... e é até difícil falar isso pois depois chega alguém que não é um exímio cara de refino técnico, então, o torcedor vai falar assim: "Poxa, é esse o cara que o Freeland acha técnico". O que a gente essencialmente busca é elevar o nível técnico da nossa equipe. A gente tem jogador que acredita muito, a gente gosta do nosso elenco, apesar dele ser jovem. Isso é um ponto também. A gente vai tentar dar mais maturidade. E a gente quer elevar consideravelmente o nível técnico da nossa equipe. A gente acredita que tem margem para isso”, explicou Freeland, em entrevista à Central do Mercado, do Globoesporte.com.

Freeland abriu o jogo sobre quais posições o Botafogo precisa para fechar sua busca no mercado, porém, não adiantou nomes. Mas, pelas explicações do dirigente, o que o Bota quer contratar são dois atacantes, dois meio-campistas, um zagueiro e um lateral.

“Então, atacante. Queremos um cara que tenha agressividade defensiva. Mas o ofício dele é fazer gol. Se possível, tem de ser um cara que tenha bons números, um cara de boa finalização, mas um cara que seja um pouco mais móvel. Não um cara tão paradão. Esse é um ponto”. Olha, estou dando pistas, hein. A gente está buscando jogadores para o meio, dois jogadores para o meio. Um mais defensivo, mas que tenha boa construção. Um cara que tenha bom passe, boa movimentação. A gente quer um mais ofensivo também, um cara que chegue mais ao ataque e que tenha intensidade alta, se possível, mas que tenha bom controle de bola”. Iniciou Freeland para, na sequência, revelar mais características, mas sem citar nome de atletas que estejam no alvo da  Estrela Solitária.

“A gente busca atacante pelo lado de velocidade, talvez até dois. A gente ainda não sabe se serão dois. Se possível, um mais construtor e outro de mais velocidade. Obviamente, o foco é entrega em número e elevação de nível técnico. A torcida obviamente vai criar expectativa, mas a gente analisa o que vamos ter de grana e o que o mercado nos oferece. Vamos olhar de forma mais ampla do que antes de termos a área de mercado no clube. Talvez a gente traga um zagueiro, talvez um lateral. Zagueiro tem de ser um cara que tenha imposição, mas saiba sair jogando. Em linhas gerais, abri um pouco a caixa preta. Isso tudo é no plano da ideia. É o perfil que a gente traçou”, concluiu o diretor do Glorioso.