O Cruzeiro é, atualmente, um dos clubes mais endividados do país. Com um déficit que beira R$1 bilhão, a instituição se tornou um modelo a não ser seguido por outros clubes brasileiros. E diversas práticas administrativas feitas no Cruzeiro nos últimos anos são a causa dos problemas financeiros que a agremiação possui.

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E nas redes sociais se tornou comum usar o termo “cruzeirar” para definir gestões ou estratégias ruins aos gerir um clube no Brasil. Muitos usuários e até mesmo comentaristas esportivos se dizem preocupados, por exemplo, com o futuro do Atlético-MG, um dos que mais tem investido na qualificação e melhoria do elenco.
Em entrevista para o canalFala Galo, Rubens Menin, um dos investidores do Galo, disse que precisou demitir muitos funcionários para deixar as finanças em ordem. E que o Atlético-MG tinha como costume pagar salários acima do mercado para alguns trabalhadores. E que essa discrepância gera muitos problemas de caixa. O empresário disse que este exemplo ocorreu no Cruzeiro e ajudou a quebrar o clube.

Segundo investidor do Atlético-MG, gastos acima do mercado levaram Cruzeiro a contrair enormes dívidas. Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
“Nós descontamos 300 pessoas do clube, salários altíssimos, fora da realidade. Fizemos uma pesquisa de salário no Atlético-MG e, em alguns casos, estávamos pagando o dobro que Flamengo e Palmeiras pagavam. Foi o que aconteceu no Cruzeiro. Tivemos que fazer, se não a gente quebra”, explicou o investidor.
Menin disse que por causa das ações feitas no clubes, diversos dirigentes o procuram. “Tem presidentes de vários clubes que ligaram para nós e nos dão parabéns por aquilo que está sendo feito. ‘’Eu vou copiar vocês”. Estamos sendo exemplo. Falaram que o Atlético ia falir, quebrar e não aconteceu”, finalizou.








