O Corinthians está na grande final do Mundial de Clubes Feminino da Fifa. Com vitória por 1 a 0 sobre o Gotham FC, gol marcado por Gabi Zanotti, as Brabas carimbaram a vaga na decisão e mantiveram vivo o sonho do primeiro título mundial da história da modalidade. A equipe paulista mostrou maturidade competitiva em um confronto de alta intensidade. Mesmo com menos posse de bola, soube controlar os momentos decisivos. Agora, Londres se prepara para receber mais um capítulo marcante da trajetória alvinegra.

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Apesar do triunfo, o Corinthians não apresentou um desempenho ofensivo exuberante. As principais oportunidades surgiram no primeiro tempo, enquanto na etapa final o time teve menor presença no campo de ataque. Ainda assim, as Brabas compensaram com organização defensiva, disciplina tática e entrega coletiva. O Gotham pressionou, mas encontrou dificuldades para transformar volume em perigo real. O controle emocional e o comprometimento defensivo foram fundamentais para segurar o resultado até o apito final.
Após a classificação, o técnico Lucas Piccinato celebrou o desempenho do elenco e ressaltou a leitura tática aplicada ao confronto. “Sensação maravilhosa, de um plano de jogo bem executado por elas. Jogo duro demais, contra um time que joga muito rápido, em uma intensidade muito alta, mas sabíamos que teríamos nossas chances. A gente teve algumas no primeiro tempo, no segundo tempo menos. Feliz demais que a gente, como grupo, entendeu o tamanho do jogo e colocou o Corinthians em uma final de campeonato mundial. A gente quer muito mais. Vamos trabalhar muito e sabemos o tamanho do desafio, independente de quem vier do outro lado. Talvez a gente não seja favorito de novo, mas vamos ser muito grandes nessa final”, afirmou à CazéTV.

Brabas comemoram com a Fiel. Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinnthians
Fiel transforma estádio em casa corinthiana
Outro ponto destacado por Piccinato foi o impacto da torcida alvinegra em Londres. Presente desde o embarque da delegação até o último minuto da partida, a Fiel foi protagonista nas arquibancadas. “A torcida corinthiana é diferente demais. Cheguei no estádio 1h40 antes e saí para dar uma volta, respirar um pouco, pensar no modelo de jogo, e comecei a ouvir a torcida do Corinthians cantando o hino. Eu falei para elas que hoje seria um palco parecido com Itaquera, que o torcedor estaria aqui para nos apoiar”, contou o treinador, emocionado.
Tratado como azarão por parte da imprensa internacional, o Corinthians entrou na semifinal desacreditado. Alguns veículos chegaram a projetar derrota por 3 a 0 diante do Gotham, colocando Arsenal e equipe norte-americana como favoritas ao título. Para Piccinato, esse cenário serviu como motivação extra. “Independente do que qualquer um fale, da mídia internacional, se somos favoritos ou não, para o nosso torcedor somos sempre favoritos, e eles fizeram muita diferença para a gente estar aqui, chegar onde chegamos nessa final e, de novo, a gente vai trabalhar muito porque queremos mais”, reforçou.
Na decisão, o Corinthians terá pela frente o Arsenal, da Inglaterra, que goleou o AS FAR, do Marrocos, por 6 a 0 na outra semifinal. O duelo final está marcado para o dia 1º de fevereiro, no Emirates Stadium, em Londres. Será um confronto de alto nível técnico, em que as Brabas buscam transformar consistência, estratégia e apoio da torcida em mais uma conquista histórica. O cenário é de desafio máximo, mas também de confiança no trabalho desenvolvido.

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Rótulo de azarão vira combustível para o Timão
Com a vaga garantida, o Timão segue escrevendo capítulos importantes em sua trajetória internacional. A classificação reforça o crescimento da modalidade no clube e evidencia a competitividade do futebol feminino brasileiro em nível global. Em Londres, as Brabas carregam não apenas a camisa alvinegra, mas também a expectativa de uma torcida que acredita até o último minuto. O sonho mundial segue mais vivo do que nunca.








