A decisão da Supercopa Feminina entre Palmeiras e Corinthians, marcada para este sábado (7), às 16h, na Arena Barueri, já começou cercada de debates fora de campo. O mando palmeirense, definido por sorteio, fez com que o clássico tivesse torcida única, conforme determinação do Ministério Público em jogos entre rivais em São Paulo. A medida gerou incômodo na atacante Ivana Fuso, que não escondeu sua insatisfação ao comentar o tema no desembarque da equipe após a viagem à Inglaterra. Para a jogadora, a restrição prejudica o espetáculo e pesa contra as atletas. “Tem essa questão da torcida única, o que, na minha opinião, é ridículo. Parece que as coisas sempre são contra nós”, afirmou.

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Apesar da crítica, Ivana destacou que o elenco já virou a chave para a decisão diante do Palmeiras. A atacante garantiu que o grupo está concentrado em buscar o título e transformar a frustração recente em motivação dentro de campo. O Corinthians chega embalado por uma campanha histórica no Mundial de Clubes Feminino, ainda que tenha ficado com o vice-campeonato. A jogadora ressaltou o sentimento de tranquilidade e confiança para o clássico. “(Apesar do vice) estou feliz e tranquila. Agora o foco é sábado”, declarou. A postura, segundo ela, reflete a mentalidade competitiva das Brabas.
Ivana também avaliou positivamente o desempenho do Corinthians no Mundial, que terminou com vitória sobre o Gotham e derrota apertada para o Arsenal. Para a atacante, o time mostrou sua força mesmo diante de adversários de alto nível. Ela ressaltou fatores que, em sua visão, poderiam ter mudado o desfecho da final. “Acho que tudo poderia ter sido diferente se tivéssemos mais tempo de preparação, inclusive física. Com a nossa torcida, se fosse no Brasil, também seria diferente”, analisou. Ainda assim, reforçou o orgulho pelo que foi construído durante a competição.

Clássico Derby pelo Paulistão. Foto: Divulgação/Palmeiras
Experiência internacional e entrega coletiva
Com passagens por clubes importantes da Europa, Ivana valorizou a postura do time na decisão contra o Arsenal. Segundo ela, o confronto foi equilibrado e intenso do início ao fim, refletindo a entrega das atletas. “Contra o Arsenal foi um jogaço. Se eu estivesse assistindo, ia tremer os 90 minutos”, disse. A atacante destacou o comprometimento do elenco, independentemente do tempo em campo. “Quando entrei, tentei ajudar, fazer minha parte, usando a experiência e o conhecimento de como as coisas funcionam lá”, completou, reforçando o espírito coletivo do grupo.
O retorno ao futebol inglês também teve significado especial para Ivana, que recebeu mensagens de apoio antes da estreia contra o Gotham. A atacante lembrou das previsões pessimistas feitas antes do jogo e celebrou a resposta dada dentro de campo. “Antes do jogo contra o Gotham, muita gente falava que perderíamos de 3 a 0. Minhas amigas diziam: ‘vocês vão provar o contrário’. E provamos”, relatou. Para ela, a vitória simbolizou a força do Corinthians no cenário internacional. “Nunca se pode duvidar da gente”, afirmou.
Ao longo da campanha, Ivana destacou que o Corinthians levou a identidade do futebol feminino brasileiro para grandes palcos. Segundo a atacante, o desempenho das Brabas reforça o respeito que o clube conquistou fora do país. A jogadora enfatizou que cada partida foi encarada como uma oportunidade de mostrar a força do projeto corintiano. O vice-campeonato, na avaliação dela, não apaga o crescimento coletivo. Pelo contrário, serve como base para novos desafios e conquistas. A expectativa agora é transformar essa experiência em combustível para o restante da temporada.

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Clássico decisivo e expectativa da torcida
Com a final da Supercopa se aproximando, Ivana Fuso garantiu que o elenco está preparado para mais um grande teste. Mesmo sem a presença da torcida corintiana no estádio, a atacante acredita na força mental do grupo. O clássico diante do Palmeiras promete ser equilibrado e intenso, como tradicionalmente acontece nos dérbis paulistas. Para Ivana, o mais importante é responder dentro de campo. A jogadora espera que a equipe consiga transformar a indignação em energia positiva. E, assim, lutar por mais um título para a história das Brabas.








