A força de um propósito traduzida em exemplo
A trajetória de Aretha Duarte, a primeira mulher negra latino-americana a escalar o Everest, impactou profundamente a Seleção Brasileira Feminina. Em visita à Granja Comary, a montanhista compartilhou com as atletas sua jornada marcada por coragem, resiliência e propósito.

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Moradora da periferia, Aretha chegou ao topo do mundo após recolher 130 toneladas de recicláveis para financiar sua expedição. Sua história foi recebida com emoção e identificação por parte do grupo. Durante o encontro, Aretha falou sobre os obstáculos superados, a importância de acreditar em si mesma e o conceito de “PIB — Poder Interno Bruto”.
Para ela, cada pessoa possui seus próprios Everests diários. “Nosso próximo Everest é a Copa América”, afirmou. A mensagem reverberou entre as atletas, que reconheceram na trajetória da montanhista espelhos de suas próprias lutas e sonhos.

A psicóloga da Seleção Feminina, Luciana Angelo, e Aretha Duarte durante apresentação na Granja Comary. Foto: Lívia Villas Boas/CBF
Inspiração também no campo psicológico e humano
O técnico Arthur Elias destacou as semelhanças entre Aretha e as jogadoras da Seleção, exaltando a persistência como elo comum. “A forma como ela conta sua história, com orgulho e autenticidade, gera reflexões essenciais para o nosso grupo”, afirmou.
Para Elias, a visita fortaleceu o senso de identidade coletiva e a busca pelo propósito que sustenta o trabalho rumo ao título continental. Luciana Angelo, psicóloga da Seleção, ressaltou o impacto emocional da presença de Aretha. Segundo ela, a história da montanhista exemplifica o processo de autoconhecimento e realização pessoal.
“Ela transforma o sonho em projeto concreto. É exatamente isso que propomos para o grupo: construir o próprio caminho e abraçar o que os move”, explicou. A visita se conectou diretamente aos pilares mentais que a comissão busca desenvolver.

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Aretha e a Seleção: um encontro que marca a campanha
Mais do que motivar, o encontro com Aretha fortaleceu o espírito da Seleção antes da Copa América. A história da montanhista ecoa nas jogadoras como um símbolo de força interior e confiança. Com esse impulso, a equipe entra na competição com energia renovada e propósito reafirmado. Rumo ao topo do continente, o Brasil segue escalando, agora inspirado por quem já chegou lá e provou que o impossível é só uma etapa a mais.








