Apresentada oficialmente pelo Corinthians nesta quarta-feira (14), no CT Joaquim Grava, Ana Vitória iniciou sua segunda passagem pelo clube com palavras firmes e cheias de identificação. Após anos no futebol europeu, a meia destacou o respeito que o Timão desperta fora do Brasil. Segundo a jogadora, a grandeza da equipe foi determinante para o retorno. Ela vestirá a camisa 88 na temporada. O tom adotado foi de ambição por conquistas.

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Ao falar sobre a imagem do clube no exterior, Ana Vitória foi categórica ao colocar o Corinthians no topo do continente. “Com muito respeito, com o respeito que é devido. Obviamente é o maior clube do futebol feminino da América do Sul e da América Latina”, afirmou. A atleta ressaltou que essa percepção é compartilhada na Europa. Para ela, o protagonismo corintiano influencia diretamente o crescimento da modalidade. O retorno ao Brasil teve peso simbólico e esportivo.
A meia deixou claro que o elenco entra em 2026 com foco total em títulos. “Viemos para ganhar títulos. E logo de cara tem o Mundial, que é uma competição que a gente sonha há muitos anos”, disse. Ana Vitória revelou que saiu do clube em 2019 com a sensação de algo inacabado. O retorno, segundo ela, representa um fechamento de ciclo. “Quando surgiu a proposta, foi Deus guiando”, completou.

Ana Vitória em treino da Seleção Brasileira no estádio Jacques Forestier. Foto: Lívia Villas Boas/CBF
Experiência europeia e leitura do futebol brasileiro
Com passagens por Portugal, França e Espanha, Ana Vitória analisou as diferenças entre os estilos de jogo. “A liga portuguesa é mais técnica, a francesa é muito física e a espanhola é mais técnica, com menos pressão. O Brasil é um mix disso tudo”, avaliou. Para a jogadora, o Brasileirão Feminino evoluiu consideravelmente desde sua saída. Ela atribuiu esse crescimento ao fortalecimento dos projetos e ao exemplo do Corinthians.
Mesmo com histórico atuando em diferentes funções, Ana Vitória explicou que hoje se sente mais confortável no meio-campo. “Eu continuo tendo uma certa versatilidade, mas hoje me fixei mais como uma jogadora de meio de campo”, afirmou. A atleta destacou que essa adaptação veio da experiência fora do país. No Timão, ela se vê mais madura taticamente. A leitura de jogo é apontada como um diferencial.
Fisicamente recuperada de uma lesão sofrida na preparação para a Copa América, Ana Vitória garantiu estar pronta para a sequência de jogos. “Fisicamente estou muito bem. São muitos jogos na temporada, isso me agrada muito”, disse. A meia elogiou o elenco numeroso do Corinthians. Para ela, o rodízio será fundamental ao longo do calendário. A competitividade interna também foi citada como ponto positivo.

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Identificação, cobrança e expectativa internacional
Ana Vitória reforçou o sentimento de pertencimento ao clube e projetou desafios importantes no ano. “Aqui eu não me sinto uma estranha, me sinto em casa”, afirmou. A jogadora também comentou o confronto internacional contra o Gotham. “Vai ser um jogo de confronto físico, competitivo”, avaliou. Segundo ela, a torcida pode cobrar entrega máxima. O objetivo é claro: brigar por todas as taças possíveis.








