O vai e vem entre Novak Djokovic e o governo da Austrália segue com novos desdobramentos: depois de ter visto permitido em julgamento nesta segunda-feira (10) e, posteriormente, admitir que mentiu em formulário na chegada em Melbourne, na manhã desta sexta-feira (14) entidades australianas cancelaram novamente o visto de Djokovic e o mesmo encara novamente a deportação.

A decisão, tomada a três dias antes do início do Australian Open, coloca em sérias dúvidas o sonho de Djokovic do 21º Grand Slam na carreira. De acordo com o Yahoo! News, o governo conservador do país, derrotado uma vez nos tribunais, invocou poderes executivos extraordinários para barrar novamente o visto sérvio de 34 anos por motivos de interesse público.

O Ministro da Imigração, Alex Hawke, anunciou a decisão, dizendo que o governo está "firmemente comprometido em proteger as fronteiras da Austrália, particularmente em relação à pandemia COVID-19". Ele citou "motivos de saúde e boa ordem" para a decisão e disse que "era do interesse público fazê-lo".

Em uma audiência de emergência na sexta-feira, o tenista contestou a decisão. O advogado de Djokovic, Nick Wood, pediu uma liminar contra sua remoção e apelou para que ele pudesse ficar fora da detenção de imigração enquanto o caso prossegue. "Estamos muito preocupados com o tempo", disse Wood, argumentando que a decisão do governo foi marcada por "irracionalidade".