O Corinthians entrou em campo no Majestoso com uma proposta clara sob comando de Dorival Júnior: pressão alta, domínio territorial e ataque direto pelos lados, explorando a mobilidade de Yuri Alberto. A estratégia funcionou no volume de jogo, mas não no placar.

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O Timão teve mais posse, mais presença no campo ofensivo e criou as principais oportunidades da primeira etapa.
Yuri Alberto foi o principal alvo. Aos 12 minutos, após espanada de Arboleda, o camisa 9 subiu livre e cabeceou por cima do gol. Depois, recebeu boa enfiada de André, bateu cruzado e parou em Rafael. Mesmo com o controle da partida, a equipe deixou espaços defensivos e pagou caro pela falta de eficiência.
Falha de equilíbrio defensivo decide o roteiro inicial
Aos 37 minutos, o São Paulo precisou de apenas uma chegada mais limpa para abrir o placar. Danielzinho teve liberdade pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Gonzalo Tápia, que cabeceou sem chance para Hugo Souza. Foi a síntese de um problema recorrente no modelo de Dorival: muito jogo ofensivo, mas vulnerabilidade na recomposição pelos lados.
O Corinthians ainda ameaçou em chute de Matheuzinho, que tirou tinta da trave, enquanto o Tricolor respondeu em cabeceio de Luciano. Mesmo assim, o intervalo chegou com vantagem são-paulina, apesar do maior volume do time da casa.
Ajustes mantêm pressão, mas eficiência segue baixa
No segundo tempo, Dorival manteve a ideia central e intensificou a presença no ataque, com mais jogadores pisando na área e circulação rápida da bola no terço final. O Corinthians seguiu criando, empurrou o São Paulo para trás, mas voltou a esbarrar na falta de precisão nas finalizações e na boa leitura defensiva do rival.

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A insistência, porém, foi recompensada no fim. Aos 46 minutos, Matheus Pereira encontrou Pedro Raul dentro da área. O centroavante fez o pivô e rolou para Breno Bidon, que ajeitou e bateu de canhota, sem chance para Rafael, garantindo o empate.








