Andrés Sanchez foi o presidente do Corinthians por duas vezes. Polêmico como sempre, o ex-dirigente deu uma declaração polêmica no final da tarde desta segunda-feira (18). O ex- mandatário criticou a SAF no futebol e afirmou que se tivesse poder de dar uma opinião no Timão nesse momento ele diria que não é um bom caminho seguir os mesmos passos. Sanchez ainda ponderou que o caminho é separar o futebol do clube social.

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“Vou falar pelo Corinthians: não vejo o Corinthians com SAF e dono. Vejo o Corinthians, sim, separando clube social do futebol. O clube é dono de 51% das ações do futebol, e 49% das ações vão para um mercado aberto, na bolsa de valores”, explicou ele, em entrevista ao podcast Brasil Futebol Expo. O Dirigente também deu data para que isso aconteça no Timão: “Vai levar quatro, cinco, sete, oito anos para acontecer isso, mas acho que esse é o futuro do Corinthians”, disse o ex-dirigente.
O presidente também comparou a época em que administrava o Corinthians para os tempos de hoje. Na visão do ex-presidente, não existe mais paciência como antigamente. O ex-mandatário ainda citou a contratação de Ronaldo em 2009 que mudou o patamar do clube naquela época.“Depois que veio o Ronaldo (Fenômeno, em 2009), veio tudo, ganhou tudo, o sarrafo subiu. Futebol não é assim, tem que ter tempo, ter paciência, e nós, cada dia mais, estamos com menos paciência. Achei que o futebol dentro da gestão está mudando. Talvez não com a velocidade que necessite, mas está melhorando. Agora, as políticas dentro do clube pioraram muito, pioraram muito desde o meu primeiro mandato”, ressaltou ele”, disse Sanchez que não concorda com a forma que a política do Corinthians é gerida dentro do clube.

Andrés Sanchez explicou como deve ser o futuro do Corinthians na política. Foto:Marcello Zambrana/AGIF
“Não adianta, é um clube social sem fins lucrativos, e a política dentro do clube influencia muito. O Corinthians hoje tem negócio de ‘chapinha’ no conselho, então entram oito ‘chapinhas’, são oito donos, é um congresso nacional, são oito partidos. Você ganha a presidência, você entrou lá com dois partidos, você não dura um ano e as coisas não andam. É muito questionamento, muita desconfiança, vendeu jogador tem ‘rolo’, não vendeu tem ‘rolo’, é difícil. Quando eu assumi a primeira vez, talvez por ter vindo da segunda divisão, aquela coisa toda, o corintiano, a própria imprensa, tinha mais paciência com o Corinthians”, prosseguiu o dirigente, que mostrou exemplos dessas mudanças”, ponderou.








