O impasse entre Botafogo e a MLS segue travando o planejamento do clube carioca e explica por que o transfer ban ainda não foi encerrado. Mais de um mês após a condenação imposta pela Fifa, o Alvinegro tenta reduzir a distância entre o que oferece para quitar a compra de Thiago Almada.

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Em dezembro de 2025, o Botafogo perdeu a ação movida pelo Atlanta United e foi obrigado a arcar com US$ 21 milhões, cerca de R$ 114 milhões, referentes à contratação feita em 2024.
Poucas semanas depois, veio a punição esportiva que impede o registro de novos atletas. Desde então, o clube tenta costurar um acordo que permita o parcelamento da dívida, mas esbarra na resistência da MLS.

RJ – RIO DE JANEIRO – 08/12/2024 – BRASILEIRO A 2024, BOTAFOGO X SAO PAULO – Almada jogador do Botafogo levanta a taca de campeao durante cerimonia de premiacao ao final da partida contra o Sao Paulo no estadio Engenhao pela decisao do campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Isso acontece porque, diferente de outras ligas, a MLS funciona como uma entidade única, em que as franquias dividem receitas e impactos financeiros. Na prática, qualquer valor pago ou atrasado afeta diretamente o orçamento coletivo. Por esse motivo, a negociação envolve não apenas Botafogo e Atlanta United, mas também representantes da liga e um conselho formado por membros de outras franquias.
Desenrolar das primeiras conversas
Nas primeiras conversas, o Glorioso apresentou a proposta de quitar os US$ 21 milhões em parcelas longas, alternativa que não agradou aos americanos. A MLS deixou claro que prefere soluções mais rápidas e colocou duas opções na mesa, o pagamento integral à vista ou metade como entrada, com o restante quitado em até um ano. Esse formato, porém, está distante da realidade financeira que o clube carioca tenta defender.
O CEO Thairo Arruda concentra as negociações, enquanto John Textor autorizou a diretoria de futebol a seguir monitorando o mercado e até fechar contratações, mesmo sabendo que os registros só serão possíveis após o fim da punição.
Internamente, o Botafogo mantém a expectativa de resolver a situação antes da estreia no Brasileirão, marcada para o fim de janeiro, embora nos bastidores da MLS haja ceticismo quanto a uma flexibilização maior.

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O transfer ban não impede o clube de negociar, mas dificulta avanços concretos. Nomes como o meia Cristian Medina, do Estudiantes, seguem em compasso de espera. Além disso, o zagueiro Ythallo e o atacante Lucas Villalba já acertaram com o Botafogo, treinam normalmente, mas ainda não podem ser inscritos.








