Crise no Botafogo: clube reage à Eagle e pede garantias na Justiça
O Botafogo associativo se manifestou nesta quinta-feira (14) no processo movido pela Eagle Football na Justiça do Rio. A defesa do clube contesta a ação cautelar que busca restringir decisões de John Textor e afirma não ter responsabilidade sobre o suposto vício de representação alegado pela holding.

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No início do mês, a Eagle processou a SAF do Botafogo para impedir que Textor tome decisões sem consulta prévia. O clube associativo agora solicita que, caso algum pedido da Eagle seja aceito, sejam preservados seus direitos previstos no acordo de acionistas, incluindo o de diluir a participação da holding em caso de inadimplência.
O Botafogo reiterou que poderá retomar o controle da SAF se identificar descumprimento de aportes financeiros. A cláusula 3.3 obriga o investidor a injetar recursos sempre que o caixa não cobrir o orçamento anual, enquanto a cláusula 3.4 impõe limites ao endividamento da empresa.
Entenda tudo
A disputa ganhou força após a SAF aprovar, em julho, uma operação de reestruturação financeira que a Eagle considera irregular. O plano incluiu a venda de uma dívida de € 150 milhões para uma nova empresa de Textor nas Ilhas Cayman e a contratação de um empréstimo de € 100 milhões, com receitas futuras como garantia.

Textor, dono da SAF do Alvinegro. Foto: Mateus Bonomi/AGIF.
Para a Eagle, a movimentação indica tentativa de Textor de assumir o controle total do clube usando a própria estrutura da SAF. Já a SAF Botafogo nega que exista plano para diluir a participação da holding e afirma que as medidas são preventivas, permitindo novos investimentos.
Detalhes da nota
Em nota, a SAF declarou que qualquer negociação envolvendo venda de participação majoritária passará por diálogo com o sócio majoritário. A empresa reforçou que a Eagle segue como acionista controladora e que Textor permanece como controlador indireto das operações.

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Atualmente, as ações da Eagle na SAF estão congeladas por decisão da 3ª Vara Empresarial do Rio. A medida impede mudanças no controle societário e mantém John Textor no comando do futebol alvinegro, enquanto a disputa jurídica segue em curso.








