O torcedor do Vasco tem revivido uma história que parece nunca mudar. A campanha no Brasileirão de 2025 é quase um espelho da temporada passada, um começo turbulento, uma recuperação que empolga e uma reta final marcada por inconstância.

Em 2024, o Cruzmaltino começou o torneio sem estabilidade técnica. Ramón Díaz e, depois, Álvaro Pacheco não conseguiram ajustar o time, que somou apenas sete pontos nas dez primeiras rodadas e afundou na zona de rebaixamento.
A reviravolta surgiu com Rafael Paiva, então auxiliar, que reorganizou a equipe, deu fôlego ao elenco e encerrou o primeiro turno fora do Z-4. O Vasco chegou a ameaçar uma vaga na Libertadores, mas caiu de rendimento na reta final e terminou apenas em 11º lugar, com 50 pontos.
A história se repete
Um ano depois, o enredo se repete, mas com novos personagens. Fábio Carille iniciou o Brasileirão de 2025 com um time irregular e sem padrão de jogo. A chegada de Fernando Diniz na nona rodada trouxe expectativa, mas os resultados demoraram a aparecer. O primeiro turno terminou com o Vasco fora da zona de rebaixamento, mas ainda pressionado e sem consistência,19 pontos em 19 partidas.
A reação veio novamente na segunda metade da competição. Com Diniz, o time passou a apresentar evolução tática, maior controle de posse e uma defesa mais organizada. O retorno das vitórias reacendeu o entusiasmo da torcida, e o Vasco se colocou entre as equipes que mais pontuaram no returno.
A empolgação, porém, durou pouco: três derrotas seguidas recolocaram o time na parte intermediária da tabela, ocupando a 10ª colocação, com 43 pontos, ma pontuação assustadoramente próxima à do mesmo período em 2024.
Os números, o comportamento e até as oscilações parecem repetir o passado. Em ambos os anos, o Vasco reagiu no meio do campeonato, empolgou a torcida e perdeu fôlego quando a disputa pela Libertadores parecia ao alcance. A diferença é que, desta vez, o clube aposta em um treinador com identidade ofensiva e mais tempo de trabalho para tentar mudar o desfecho.