A Seleção Brasileira entrou no ano de 2026 com os últimos meses para a definição do grupo que vai para a América do Norte com a missão de conquistar o Hexacampeonato da Copa do Mundo. Neste contexto, a disputa por espaço na equipe de Carlo Ancelotti ficou acirrada e uma lista de oito jogadores vai dar trabalho para a escolha do treinador italiano.

Ancelotti já tem dois nomes que chamam atenção em relação ao ataque, após Endrick e Igor Thiago se destacarem na Europa, porém, além da dupla, o ataque da Seleção tem candidatos potentes.
De olho na mesma fresta — que no futebol nunca fica aberta por muito tempo — estão ao menos outros seis atacantes que terão, sob o olhar atento (e desconfiado) do técnico da Seleção, algo entre 13 e 15 jogos para convencer. Neymar, Pedro, Kaio Jorge e Vitor Roque sabem bem do que se trata: não é promessa, é entrega imediata. Março bate à porta com França no dia 26 e Croácia no 31, e a lista dos 23 não aceita currículos, apenas desempenho.
Será surpresa se nenhum deles aparecer ao lado de Estêvão, Vini Jr., Raphinha, Rodrygo, Matheus Cunha e Luiz Henrique? Difícil. Muito difícil. A Seleção, afinal, ainda busca equilíbrio entre talento e regularidade — essa palavra tão ingrata quanto decisiva.
Gerson de olho em vaga no meio-campo
No fundo, a disputa é menos numerosa do que parece. A tal “briga” mesmo, daquelas que se decide no detalhe, no gol feito e no perdido, parece restrita a Neymar, Pedro e Endrick. João Pedro e Gabriel Martinelli observam, atentos, porque no futebol a hierarquia é sempre provisória — e a próxima convocação, implacável.
Gerson reaparece no cenário com força e circunstância, apresentado pelo Cruzeiro como a contratação mais cara da história do nosso futebol — rótulo que pesa, mas também empurra. Tem diante de si 14 jogos para jogar tudo o que sabe, sem economia, como quem conhece o tamanho da oportunidade. Não é novidade para o técnico da Seleção, embora tenha ficado fora das últimas listas. Ausência circunstancial, registre-se, não desinteresse.
Jogadores de meio-campo com vaga garantida dificultam a vida do novo reforço do Cruzeiro
Carlo Ancelotti nunca lhe perdeu o rastro. Na última Data Fifa, Gerson só não foi chamado porque ainda voltava de lesão — detalhe nada irrelevante, mas também nada definitivo. De volta ao futebol brasileiro, em ambiente mais competitivo do que aquele que deixou, recoloca-se naturalmente na disputa. E não é pouca coisa aspirar a um espaço num meio-campo que costuma ter Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá como moradores fixos. No futebol, porém, até endereço certo pode mudar de uma convocação para outra.