Brasil se despede das Eliminatórias na altitude

Classificada matematicamente para a Copa do Mundo desde junho, a seleção brasileira fará a sua última partida nas Eliminatórias nesta terça-feira (9). A adversária é a Bolívia.

Casagrande, em participação no Apito Final da Band (Reprodução/Bandeirantes)
Casagrande, em participação no Apito Final da Band (Reprodução/Bandeirantes)

Sob uma altitude de 4.150m, a bola vai rolar em El Alto a partir das 20h30 (horário de Brasília), com os bolivianos precisando vencer e ainda torcer por um tropeço da Venezuela contra a Colômbia para disputar a repescagem.

Apesar do futebol brasileiro ter se garantido em mais um Mundial com três rodadas de antecedência, o desempenho da equipe foi reprovado por Casagrande. Embora esteja numa confortável segunda colocação com 28 pontos, o país está 10 atrás da líder Argentina.

Casagrande não poupou críticas à seleção brasileira

A campanha irregular do Brasil nas Eliminatórias chegou a colocar a classificação em risco, mesmo com seis vagas diretas reservadas para o continente. O escrete canarinho teve três técnicos na competição: Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti.

Em meio aos muitos tropeços, a caminhada brasileira teve dissabores como a goleada de 4 a 1 da Argentina em março, que causou a demissão de Dorival. Diante da oscilação, Casagrande deixou claro seu descontentamento com a seleção.

Casão concordou com Galvão Bueno no programa “Galvão e Amigos” de ontem (8) na Band, quando o narrador afirmou que foi uma das piores campanhas do Brasil em Eliminatórias. “Em 2023, depois de décadas, o Brasil terminou o ano com mais derrotas do que vitórias“, disse o ex-centroavante, tambem recordando que a seleção não venceu a Venezuela pela primeira vez em Eliminatórias.

Campanha catastrófica do Brasil nas Eliminatórias

Na visão de Casagrande, o desempenho brasileiro na competição foi desastroso. “Foi umas Eliminatórias catastróficas do Brasil, foi péssima. Foi a pior Eliminatória que eu vi da seleção brasileira“, protestou.

Por fim, o comentarista enxergou diferenças para a campanha dramática das Eliminatórias visando o penta em 2002, em que a seleção se classificou apenas na última rodada. Para Casão, havia mais ‘cartas na manga’ para a comissão técnica na ocasião. “Você tinha Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo… o Felipão tinha um leque pra escolher“, justificou.