As duas últimas Copas do Mundo foram frustrantes para a Seleção Brasileira, que caiu nas quartas de final de maneira consecutiva, nas disputas dos mundiais da Rússia e do Qatar, respectivamente. Entretanto, o atual técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, em entrevista à Revista Placar, não se calou sobre as lições aprendidas pelo Brasil nas decepcionantes jornadas citadas e fez questão de expor como analisa as duas eliminações.

Ancelotti abordou situação do Brasil nas duas últimas Copas – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFAncelotti abordou situação do Brasil nas duas últimas Copas – Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Ancelotti, a priori, focou na queda diante da Croácia, quando a Seleção empatou no tempo normal, conseguiu marcar na prorrogação, mas cedeu o empate, levando a decisão para os pênaltis. Para o treinador italiano, no entanto, a eliminação foi mais falta de sorte do que erro tático. Na entrevista concedida à tradicional revista, Carletto revelou seu olhar sobre o desempenho do passado.

“O que acontece é que, quando falta um minuto ou dois para o final, só se pensa em uma coisa: defender e tirar a bola mais longe possível de seu gol. Então, às vezes acontece no futebol é que um pouco de azar te condena”, iniciou o treinador da Seleção Canarinha.

“Eu creio que sim [o gol da Croácia foi mais azar do que erro]. Foi quase um gol contra por conta de um toque de um jogador. Creio Marquinhos, não? Há algo de sorte, mais azar do que erro”, completou.

Brasil precisa ficar atento com fases em que é eliminado constantemente

O treinador, que voltou ao radar do Real Madrid, detalhou um alerta inusitado, porém muito pertinente, sobre a constante eliminação do Brasil em determinada fase da Copa: “Eu penso que as quartas de final em uma Copa do Mundo são um mata-mata determinante porque o Brasil saiu em muitas Copas nesta fase. A partida mais importante, que todos pensam, é a final, óbvio, mas se você estiver nela já será um êxito. O mais importante são as oitavas de final e, mais importante e duro ainda, as quartas de final”.

Ancelotti em ação durante treino da Seleção – Foto: Marlon Costa/AGIF

Ao ser provocado sobre o “apagão” na derrota para o Japão, aquele 3 a 2 indigesto da Data Fifa de outubro, e se o roteiro lembrava eliminações traumáticas em Copas do Mundo, Ancelotti escolheu o caminho mais simples: tirou o drama de cena. “Penso que quando uma equipe joga mal nem sempre é por conta de má atitude ou porque tem mais erros. Joga mal porque joga mal, porque comete erros. O erro é compreensível, também faz parte do futebol”.

Vacilo contra o Japão

O problema é que o Brasil construiu um 2 a 0 antes do intervalo e conseguiu a proeza de jogar tudo fora em menos de 20 minutos. Um time que parecia no controle virou um amontoado de inseguranças, permitiu a reação japonesa e saiu derrotado. No meio do caos, Fabrício Bruno acabou virando o símbolo da noite desastrosa: falhou, sentiu o golpe e foi engolido por um colapso que, embora coletivo, sempre encontra um rosto para carregar a culpa.