É comum ver antigos craques do futebol virando bons treinadores quando se aposentam. Apesar de não ser uma regra para todas as situações, casos como o de Zidane, Cruyff e Xavi mostram que entender de bola rolando pode fazera diferença. Mais recentemente, em solo nacional, Elano começou a exercer o cargo. Inclusive, o ex-meia foi anunciado nesta quarta-feira (20) como novo comandante do Náutico. Porém, outro jogador que usou a Amarelinha chamou a atenção ao ser anunciado como auxiliar técnico.
Se trata do ex-jogador Kleberson, que marcou época no Athletico Paranaense e no Flamengo. Em 2002, o meio-campista chegou a defender a Seleção Brasileira, conquistando a titularidade na final da Copa do Mundo contra a Alemanha. O pentacampeão vinha trabalhando como treinador de um time juvenil dos Estados Unidos e agora será auxiliar técnico do New York City. Para ele, o que fez a diferença ao escolher o projeto foi a metodologia do Grupo City, o mesmo do Manchester City.
“O que me deixa mais animado em ingressar é a forma como o clube joga – a filosofia do City Football Group foi um grande atrativo para continuar meu desenvolvimento. Temos muitos caras que estão muito confortáveis com a bola, jogadores muito técnicos. Crescendo jogando nas ruas, sempre gostei de ter a bola nos pés. Sinto que posso contribuir muito, em termos desses detalhes, para ter a oportunidade de criar mais, marcar mais gols e me divertir com a bola”, explica Kleberson.
Quando Kleberson foi substituir o volante Juninho Paulista na final, nem todo mundo conhecia o futebol do então garoto de 22 anos. Na decisão que garantiu o título, o atleta que foi campeão com os rubro-negros do Rio e de Curitiba ajudou muito no segundo gol. Após tocar a bola para Rivaldo, o camisa 10 fez um corta-luz para Ronaldo, que marcou e deu números finais ao Penta. Depois doMundial, o volante foi jogar no Manchester United. Ao ser apresentado como auxiliar técnico do New Yor City, Kleberson revelou que gosta do processo de formar atletas.
“Sempre fui motivado a desenvolver jogadores e ajudá-los a se tornarem os melhores que podem ser. Tive a sorte de jogar com alguns jogadores fantásticos ao longo da minha carreira, observei esses jogadores como companheiros de equipe. Agora, como treinador, tento ensinar tudo o que aprendi para ajudar os jovens a se tornarem ainda melhores dentro e fora de campo”, revela o pentacampeão.





