Tite fez nesta sexta-feira (9) a última convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo de 2022. O Brasil estreia no Mundial do Catar em 24 de novembro, contra a Sérvia, e fará dois amistosos no fim deste mês em preparação para a maior competição de futebol do planeta. Os jogos vão acontecer nos dias 23 e 27 de setembro, contra Gana e Tunísia, respectivamente.
Faltam 72 dias para a bola rolar no Catar e Tite está a pouco mais de dois meses de se tornar o primeiro técnico a comandar a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo consecutivas, desde Telê Santana. Telê dirigiu a Seleção nos mundiais de 1982 e 1986. Mas, com uma diferença. Ele foi trabalhar na Arábia Saudita entre 1983 e 1985. Depois voltou, classificou e treinou a equipe brasileira na Copa de 86.
Diferente de Tite, que assumiu o comando em 2016 e já completou seis anos de trabalho. Campeão Brasileiro em 2015 e da Libertadores em 2012 pelo Corinthians, ele assumiu a Seleção Canarinho em um momento conturbado e comandou a Amarelinha em uma virada, terminando as Eliminatórias com a melhor campanha e chegando à Copa da Rússia, em 2018, como um dos favoritos. Acabou eliminado nas quartas de final, pela Bélgica. Mas foi mantido.
O último treinador a seguir no comando da Seleção e emendar dois ciclos de Copa do Mundo foi Mário Jorge Lobo Zagallo. Campeão em 1970, ele permaneceu até o Mundial de 74, quando caiu nas semifinais para a marcante Laranja Mecânica – carrossel holandês que encantou naquela competição, mas acabou perdendo na final para a Alemanha.
Com esse peso, potencializado pela expectativa do país em voltar e erguero troféu da Copa do Mundo após 20 anos, Tite está na fase final da preparação para o seu segundo Mundial com a Seleção Brasileira. Na convocação desta sexta-feira (9), o treinador trouxe novidades e deixou algumas dúvidas no ar.
As novidades ficaram por conta especialmente dos zagueiros Bremer e Ibañez, chamados pela primeira vez. Em alta no Flamengo, Pedro foi lembrado. Também vivendo ótima fase no Rubro-Negro, Éverton Ribeiro voltou a integrar o grupo. A ausência mais sentida foi a de Gabriel Jesus. Coutinho, Martinelli e Gabriel Magalhães, que vinham sendo convocados, também ficaram fora.
Na lateral-direita, nem Daniel Alves, nem Emerson Royal, Rodinei ou Marcos Rocha. Apenas Danilo foi levado para a posição. Enquanto na esquerda, sem Arana, caminha para se firmar a dupla formada por Alex Sandro e Alex Telles. Sem Jesus e Martinelli, o ataque teve as voltas de Matheus Cunha e Firmino, além da chegada de Pedro.
Durante a entrevista coletiva após a convocação, Tite falou que os jogos servirão para dar uma última chance a alguns atletas, bem como testar outros que já vinham sendo observados nos seus clubes e conquistaram o espaço entre os 26 desta vez. Isso aconteceu também em 2018. Na última lista antes da Rússia, foram chamados 25 nomes, para amistosos em março daquele ano (a Copa aconteceria em junho), contra Rússia e Alemanha.
Cinco deles não disputaram o Mundial. Foram eles o goleiro Neto (ex-Valencia, agora no Bournemouth), o zagueiro Rodrigo Caio (ex-São Paulo, atualmente no Flamengo), o lateral-direito Daniel Alves (ex-PSG, hoje no Pumas) e os atacantes Anderson Talisca (ex-Besiktas, agora no Al Nassr) e Willian José (ex-Real Sociedad, agora no Betis).





