Tite anunciou oficialmente o seu desligamento da Seleção Brasileira após a eliminação da equipe nas quartas de final da Copa do Mundo no Qatar. Duas semanas se passaram e ainda não há manifestações por parte da CBF que indiquem o sucessor do treinador, apenas especulações divulgadas pela imprensa.
Apesar de ter se passado apenas alguns dias desde o anúncio da saída de Tite, já existe uma pressão para que a CBF revele o nome do próximo comandante da Seleção, mas o presidente da entidade tem adotado um comportamento reservado e cauteloso, demonstrando não ter pressa para tomar uma decisão. E o Correio Braziliense questionou os motivos da lentidão do processo.
Segundo o veículo que escutou pessoas próximas ao presidente da CBF, o motivo da demora em escolher o novo técnico da Seleção é justamente a cautela. Ednaldo Rodrigues foi eleito recentemente para o cargo e ainda não viveu a difícil missão de escolher um treinador. Ednaldo é ex-presidente da Federação Baiana de Futebol e antes disso ainda comandou a liga de futebol amador de Vitória da Conquista, sua terra natal, porém nunca teve sobre seus ombros a pressão de tomar uma decisão como esta.
O Correio Braziliense afirmou que segundo fontes ouvidas pelo veículo de comunicação esta será a decisão mais importante da carreira do dirigente e que novo treinador só deve ser anunciado a partir do dia 10 de dezembro. A CBF está em recesso, mas o presidente estaria fazendo alguns contatos no intuito de tomar uma decisão assertiva para o futuro da Seleção. “O presidente tem dito, inclusive, que tomará a decisão praticamente sozinho. Ele e Deus. Não quer errar. Reconhece o peso do desgaste causado por crises na Seleção.”, informou o portal.
“Ednaldo Rodrigues pensa de forma pragmática. Deseja se cercar de profissionais competentes capazes de funcionarem como um escudo à prova de balas. A reestruturação precisa começar de cima para baixo na estrutura da Seleção. (…) Uma fonte com a qual a reportagem conversou reforça que Ednaldo Rodrigues tem tomado a decisão de maneira isolada. O interlocutor inclusive se mostrou preocupado com o estilo centralizador do dirigente, mas deixou claro a torcida para que tudo dê certo.”, também revelou o Correio Braziliense.
Outro ponto revelado foi que Ednaldo Rodrigues tem avaliado opções de técnicos estrangeiros, porém como já apontado pelo Bolavip Brasil, os valores dos treinadores mapeados assustam, sendo assim segue a busca pelo nome ideal e que caiba no planejamento financeiro da entidade.

Vale destacar que o prazo estipulado por Ednaldo para tomar uma decisão não é inédita, já *após a Copa de 2002, quando Felipão comunicou seu desligamento da Seleção após conquistar o Penta, a equipe canarinho ficou cinco meses sem um treinador. Zagallo assumiu interinamente durante um amistoso que ocorreu em novembro daquele ano e Parreira só foi anunciado em janeiro de 2003.
Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da CBF em março deste ano após um momento conturbado para a entidade, mas conseguiu transformar o ambiente caótico devido a crise interna vivida pela Confederação com acusações de assédio moral e sexual enfrentadas pelo ex-presidente Rogério Caboclo, em um clima mais otimista e baseada em um conceito de mais transparência. Vale destacar também que apesar de não ter conquistado o título na Copa do Mundo, o atual presidente conseguiu chegar com a Seleção para o Mundial no Qatar com um clima forte de esperança.





