Torcedores do São Paulo realizaram, na manhã deste sábado, um protesto pacífico contra o presidente Julio Casares. O ato aconteceu tanto no clube social quanto nas arquibancadas do Morumbis, onde faixas foram estendidas com pedidos de impeachment.

Com gritos de ordem e mensagens diretas, o grupo demonstrou insatisfação com a atual gestão. As manifestações chamaram atenção pela organização e pelo tom crítico, mas sem registros de confronto ou confusão durante o protesto.
Além do presidente, outros nomes ligados à cúpula do clube também foram alvos das críticas. Torcedores cobraram explicações e mudanças profundas na condução administrativa do Tricolor, reforçando o clima de pressão interna vivido pelo clube.
Protesto também mira dirigentes afastados
Entre os alvos citados nas faixas e discursos estavam Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, além de Mara Casares e Douglas Schwartzmann. Os dois diretores foram afastados após a divulgação de áudios que indicariam um esquema de venda ilegal de camarotes.
Nos bastidores, o protesto é visto como reflexo direto do desgaste político que se intensificou nas últimas semanas. Conselheiros e membros da oposição acompanham o movimento com atenção, avaliando o impacto da mobilização popular.
A insatisfação da torcida também se conecta ao momento institucional delicado do clube. Parte dos torcedores entende que a crise administrativa já afeta decisões esportivas e o planejamento para a temporada.
Conselho vai decidir futuro de Casares
A próxima sexta-feira, dia 16, será decisiva. O Conselho Deliberativo do São Paulo se reunirá para votar se Julio Casares seguirá ou não no cargo. A sessão acontecerá no Morumbis, com início às 18h30, em votação secreta e presencial.
Até lá, a expectativa é de novos posicionamentos políticos e possíveis manifestações. A torcida, por sua vez, promete seguir vigilante e ativa no processo que pode redefinir o comando do clube.