O São Paulo decidiu demitir o engenheiro Paulo César Pires Duran, responsável pela manutenção dos gramados do Centro de Formação de Atletas de Cotia. A decisão ocorre após uma série de questionamentos internos sobre a qualidade dos campos utilizados pelas categorias de base do clube.

Duran também é sobrinho de Carlos Belmonte, ex-diretor de futebol do São Paulo e atualmente conselheiro vitalício do clube. Ele ocupava o cargo dentro da equipe do diretor de infraestrutura José Eduardo Rebouças e havia sido indicado justamente por Belmonte para a função.
Nos bastidores, a saída foi tratada como uma consequência direta da repercussão recente envolvendo as condições dos gramados do centro de treinamento. Sua demissão era fortemente pedida por aliados da presidência.
Polêmica com gramados no São Paulo
O tema ganhou força após imagens divulgadas mostrarem um dos campos de Cotia com diversos buracos. A situação gerou críticas e levou o clube a iniciar uma avaliação interna sobre a manutenção das estruturas do local.
Desde o dia 20 de fevereiro, o profissional já estava afastado de suas funções enquanto o São Paulo analisava a situação e tomava uma decisão definitiva sobre o caso. A repercussão das imagens aumentou a pressão interna para que medidas fossem tomadas em relação ao problema.
Impacto na pré-temporada em Cotia
A qualidade dos gramados de Cotia já havia causado incômodo no início da temporada. Durante a pré-temporada, a comissão técnica do time profissional chegou a interromper os trabalhos no local após apenas dois dias de atividades.
A programação inicial previa que o elenco treinasse no centro de formação entre os dias 2 e 10 de janeiro. No entanto, após avaliações internas, dirigentes e comissão técnica entenderam que as condições do campo não eram ideais para a sequência dos treinamentos. Com isso, o São Paulo decidiu antecipar o retorno das atividades ao CT da Barra Funda.
Internamente, a avaliação foi de que os gramados não apresentavam as condições adequadas para suportar treinos de alta intensidade, especialmente em um período de maior carga física durante a preparação para a temporada. A situação chegou a incomodar líderes do elenco e membros da comissão técnica, o que reforçou a necessidade de revisão na gestão da manutenção dos campos.