Há algumas semanas, o São Paulo esteve muito próximo de emprestar Alisson ao Corinthians, após aprovação de Dorival Júnior, mas a negociação melou de última hora, fazendo com que o atleta permanecesse, mesmo com futuro incerto.

Por que melou a saída do Alisson?
Sobre esse assunto considerado bastante polêmico, Rui Costa, executivo de futebol do Tricolor, concedeu entrevista ao UOL e explicou toda a situação:
“O Alisson nunca entrou na minha sala para dizer que queria sair do São Paulo para ir para o Corinthians. A partir de uma relação com o Dorival, com quem foi campeão no São Paulo, um jogador que fez 150 jogos pelo São Paulo, tendo apenas mais um ano de contrato, com 32 anos, ele vê surgir esse interesse do Corinthians”, iniciou.
“O Corinthians manifesta formalmente a intenção de contratar o Alisson, a partir daí o São Paulo sentam para conversar. O São Paulo, sabedor do significado que tem isso, eu não sou um idiota, construiu um processo negocial que blindasse o atleta e que ele pudesse exercer sua atividade profissional em um clube. E por motivos que não me cabem comentar, porque tenho respeito ao Marcelo Paz, não vou comentar decisões de colegas, o Corinthians desiste da negociação. Quando o Corinthians desiste, ele cria um novo cenário que cabe a nos tratarmos”, explicou, antes de seguir:
“O Alisson vai ter que reconquistar a torcida do São Paulo? Nenhuma dúvida disso. Mas o Alisson está integrado, treinando, se esforçando, já melhorou seus números físicos. O Crespo o procurou pra dizer ‘eu conto contigo’, temos que criar um processo de reinserção esportiva e também humana”, disse.
“Houve ofertas de outros clubes, chegou um momento que pensamos que era melhor ele jogar em outro lugar, mas o São Paulo só vai negociar o Alisson dentro dos seus parâmetros. Não vou dar o Alisson de graça a outro clube porque de alguma maneira se entende que ele não pode mais jogar no São Paulo“, salientou, saindo em defesa do jogador:
“Ele enfrentou talvez o maior inferno que alguém pode enfrentar na vida. Ele o superou com dignidade, apoio do São Paulo e do torcedor. Na época ele foi na minha sala e disse que não queria receber nada enquanto não tivesse trabalhando. Ele não foi para o Corinthians porque o Corinthians decidiu que não mais o contrataria. Então ele é jogador do São Paulo, que tem deveres de entender como o processo vai ser reconstruído. Ele é um jogador importante”, detalhou o mandatário.
Ida ao CT do Corinthians:
“Eu não autorizo alguém a ir na sua casa. Só quem pode autorizar alguém a ir na sua casa é você. A medida que a negociação estava definida, e aceita, o atleta está à disposição para fazer os processos, dentre os quais exames médicos, conversa com treinador. Se o exame é em Paris, Bangkok, eu não sei. Não quero fazer juízo de valor sobre o ato e a decisão do Corinthians, mas o fato é que não sou eu quem autoriza ou não alguém ir na sua casa“, finalizou.