A presidência do São Paulo passou a ser comandada por Harry Massis na última sexta-feira, em meio a um cenário político delicado após o afastamento preventivo de Julio Casares. Em vez de anunciar mudanças imediatas, o novo dirigente decidiu concentrar esforços em ações consideradas essenciais para atravessar o momento com menor impacto interno.

Como primeiro movimento, Massis buscou contato direto com o elenco em uma reunião realizada no sábado. A iniciativa teve como objetivo reforçar o peso do futebol no clube e preservar o dia a dia do CT da Barra Funda, mantendo o grupo afastado de ruídos administrativos e questões fora de campo.
Paralelamente, a nova gestão prioriza a organização financeira, com foco na quitação de valores pendentes, como direitos de imagem atrasados. A resolução dessas pendências é vista como etapa fundamental antes de qualquer alteração mais profunda na estrutura administrativa do São Paulo.
Harry Massis tenta reorganizar o Tricolor
No primeiro dia de trabalho efetivo, Harry Massis chamou executivos do São Paulo para apresentar a linha de atuação do período à frente do clube. A mensagem foi direta: caso a gestão seja referendada pelos sócios, o mandato será curto, com duração de 11 meses, e voltado exclusivamente para resolver questões urgentes.
Com isso, a prioridade passa a ser a reorganização interna do clube. O entendimento é de que, nas últimas semanas, a instabilidade política provocada pelo processo de impeachment afastou a gestão anterior de temas centrais da administração cotidiana de um clube do porte do São Paulo.
Outro fator que influencia a cautela nas decisões é o caráter provisório da presidência. Até que os sócios votem o futuro de Julio Casares, em um prazo de até 30 dias, Massis segue no comando de forma interina, o que naturalmente freia mudanças mais profundas.
Próximos passos no Tricolor
Cabe ao presidente do Conselho, Olten Ayres, convocar a Assembleia Geral que decidirá, entre os sócios, o impeachment de Julio Casares, algo que ainda não ocorreu. Como Casares também não renunciou, Harry Massis segue no cargo sem ser confirmado oficialmente como presidente definitivo.
Enquanto isso, Massis direciona esforços para se inteirar da situação do clube e atacar problemas considerados imediatos. Sem proximidade com a gestão anterior, o dirigente avalia cenários e adia mudanças mais profundas até a definição do processo entre os sócios.