Quem é Matheus Dória e por que seu retorno chama atenção?
Matheus Dória Macedo, nascido em São Gonçalo em 8 de novembro de 1994, é um zagueiro brasileiro que retorna ao São Paulo aos 31 anos após construir praticamente toda a carreira fora do país.

O defensor chega com leitura defensiva mais apurada, força física consolidada e experiência acumulada em diferentes contextos competitivos. No elenco atual, passa a ser uma opção experiente para a zaga, oferecendo profundidade e gestão de minutos. O contraste entre o jovem que saiu cedo do futebol brasileiro e o jogador que volta mais pronto sustenta a atenção em torno do retorno.
Como foi a formação de Matheus Dória no São Paulo?
A trajetória de formação não começou no Morumbi, mas a ligação com clubes formadores marcou o início do zagueiro. Dória era jogador de futsal quando recebeu convite para testar no Grêmio, impedido por lesão às vésperas da viagem.
A transição para o campo se consolidou no Botafogo, onde chegou aos 14 anos e passou a ser tratado como joia. O destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior acelerou a ascensão, e a promoção ao profissional ocorreu em janeiro de 2012, em meio a desfalques no setor. Oswaldo de Oliveira observou o primeiro treino e decidiu mantê-lo no elenco principal.
Por que Matheus Dória deixou o São Paulo tão cedo?
A saída precoce do cenário nacional esteve ligada à projeção internacional construída ainda no início da carreira. Dória estreou no Brasileiro em maio de 2012 contra o Coritiba e marcou o primeiro gol em outubro, diante do Atlético Goianiense, em vitória por 4 a 0.
O desempenho rendeu convocação para a Seleção Brasileira Sub-20 e interesse de clubes europeus, incluindo a Juventus. Em 2013, confirmou titularidade no Botafogo ao lado de Bolívar, conquistou o Carioca com Taça Guanabara e Taça Rio e ajudou a recolocar o clube na Libertadores após 17 anos. O passo seguinte foi a Europa.
Como a carreira fora moldou Matheus Dória?
A experiência internacional foi determinante para o amadurecimento tático e emocional. Contratado pelo Olympique de Marseille em setembro de 2014 por cerca de 10 milhões de euros, Dória viveu altos e baixos e passou por empréstimos e mudanças de contexto, incluindo Granada, Yeni Malatyaspor e o futebol mexicano.
A rotina fora do Brasil reforçou disciplina, leitura de jogo e adaptação a diferentes estilos. No México, atuou por Santos Laguna e Atlas, somando sete anos no país. A minutagem nunca superou 3 mil minutos por temporada, com pico em 2020-21, quando atingiu 2.970 minutos, equivalentes a 78,5% do tempo do Santos Laguna em campo, proporção repetida no Atlas.
Qual é o papel de Matheus Dória no São Paulo hoje?
Dória retorna ao São Paulo como opção experiente para um sistema defensivo que conviveu com lesões em 2025. Arboleda, Ferraresi e Sabino tiveram minutagens próximas às registradas por ele nas últimas temporadas, o que reduz a pressão por números absolutos de tempo em campo.
O contrato vai até o fim de 2027, com possibilidade de renovação por mais uma temporada. A expectativa da comissão técnica é de segurança, leitura e profundidade, sem necessidade imediata de titularidade contínua.
Como a torcida avalia o retorno de Matheus Dória?
A avaliação é cautelosa e equilibrada entre memória e expectativa. Há comparações com a passagem curta de 2015, quando esteve emprestado por seis meses ao São Paulo, e debate sobre titularidade em um elenco mais competitivo. O contexto atual pesa na análise, sobretudo pela necessidade de opções confiáveis para a defesa ao longo da temporada.
O que Matheus Dória diz sobre o retorno?
Animado com o novo capítulo pleo São Paulo, o zagueiro expressou o que representar o clube Tricolor significa: ”Se tem um jogador no mundo que pensa duas vezes em vir para o São Paulo, está muito errado. Mas você fala do São Paulo, qualquer pessoa não pode pensar duas vezes”, disse.
O jogador também deixou claro em entrevista recente como a sua bagagem fora do Brasil pode ajudar seus próximos passos da sua carreira e, claro, compartilhar essa experiência ajudando a elevar o clube paulista: “Aprendi muito fora.”
O que esperar do futuro de Matheus Dória no São Paulo?
O futuro passa pela regularidade e pela adaptação ao ritmo competitivo do clube. Aos 31 anos, após rescindir com o Atlas e chegar livre, Dória tem espaço para se consolidar como peça útil do elenco, com potencial de estabilidade ao longo do calendário. Ele já foi relacionado contra o Flamengo na noite de quarta-feira (28), mas não chegou a ser utilizado por Hernán Crespo.
A trajetória reforça um ponto recorrente na formação de zagueiros: o tempo. A experiência internacional, os títulos de base com a Seleção Brasileira e o rodar por ligas distintas moldaram um defensor mais consciente do jogo. Resta saber se, agora mais maduro, Dória conseguirá se firmar no Morumbi ou se seguirá como peça de rotação em um elenco que exige constância.