O Santos encontrou uma saída emergencial para aliviar o caixa em meio a um cenário financeiro delicado. A diretoria decidiu utilizar o dinheiro da venda do lateral Souza ao Tottenham para manter os salários do elenco rigorosamente em dia nas próximas semanas, segundo informações do GE.

A necessidade é clara. A folha salarial do clube cresceu de forma significativa após a renovação de Neymar e a contratação de Gabigol, dois nomes de enorme impacto esportivo e financeiro. O compromisso mensal passou a exigir fluxo constante de caixa.
Dos quase R$ 95 milhões pagos pelo clube inglês, o Santos ficará com aproximadamente 87,5% do valor total. Isso representa pouco mais de R$ 82 milhões líquidos, montante que será direcionado prioritariamente para a manutenção da folha salarial e despesas operacionais do futebol.
Venda estratégica e contrapartidas do negócio
A negociação só avançou após uma contraproposta firme do Santos, que estabeleceu 15 milhões de euros como condição mínima para liberar Souza. Além disso, o próprio jogador abriu mão de 12,5% de seus direitos econômicos, facilitando o acordo e ampliando a arrecadação do clube.
Internamente, a diretoria reconhece que a venda era necessária. O clube dependia de ao menos uma grande negociação para equilibrar o fluxo de caixa, sobretudo em um momento em que o departamento de marketing ainda busca um novo patrocinador máster para a camisa.
A leitura nos bastidores é de que, sem essa entrada de recursos, o risco de atrasos salariais voltaria a rondar a Vila Belmiro, cenário que a atual gestão tenta evitar a qualquer custo.
Folha inchada e mercado mais cauteloso
Além de Neymar e Gabigol, outros atletas chegaram com salários elevados desde o ano passado, como Mayke e Billal Brahimi. O investimento mensal com esse grupo se aproxima da casa dos R$ 12 milhões.
Brahimi, inclusive, é o nome que mais gera questionamentos internos. Com poucas oportunidades e dificuldades de adaptação, o atacante acabou perdendo espaço para opções improvisadas, como Lautaro Díaz, e jovens da base, como Robinho Jr.
Diante desse cenário, o Santos adota postura mais conservadora no mercado. A diretoria monitora oportunidades, mas descarta grandes investimentos neste momento, priorizando equilíbrio financeiro e responsabilidade no curto prazo.
O foco segue sendo reforçar o ataque, com Michael como principal alvo. No entanto, o clube aguarda a definição do jogador com o Flamengo antes de avançar. Até lá, a palavra de ordem na Vila é cautela.