O Palmeiras deixou de tratar a Copinha apenas como torneio de base e transformou a competição em uma engrenagem estratégica. Segundo levantamento do Estadão, o clube já arrecadou mais de R$ 1,5 bilhão com jogadores revelados a partir da competição desde 2015.

A edição de 2026 reforça esse modelo. Mesmo nos primeiros dias do torneio, o Palmeiras já viu surgir mais um ativo valorizado, o atacante Eduardo Conceição, de 16 anos, que assinou seu primeiro contrato profissional com multa rescisória fixada em 100 milhões de euros.
O jovem virou destaque imediato após atuação dominante em uma vitória elástica, com participação direta em seis gols, desempenho que acelerou sua valorização e colocou seu nome no radar do mercado internacional.
Modelo se repete e vira padrão na Academia
O roteiro não é novidade na história recente do clube. Em 2015, Gabriel Jesus usou a Copinha como vitrine antes de explodir no profissional e ser negociado com o Manchester City, abrindo uma sequência de casos bem sucedidos.
Anos depois, Endrick repetiu o impacto com ainda mais repercussão. Mesmo adolescente, transformou a competição em trampolim, foi integrado rapidamente ao elenco principal e iniciou um caminho que resultou em uma das maiores vendas da história do futebol brasileiro.
Em 2024, foi a vez de Vitor Reis confirmar a força do modelo. Apesar da eliminação precoce do Palmeiras, o zagueiro chamou atenção internacional, virou protagonista no profissional e acabou negociado por valor recorde para a posição.
Eduardo simboliza continuidade e visão de mercado
Dentro desse contexto, Eduardo Conceição surge como mais do que uma promessa. Com contrato longo, multa elevada e atenção internacional precoce, ele representa a continuidade de um sistema que une desempenho esportivo e inteligência de mercado.