O Palmeiras deu um passo decisivo para reforçar sua defesa e formalizou uma proposta de 15 milhões de euros (cerca de R$ 93 milhões) ao Zenit para contratar o zagueiro Nino de forma imediata. A informação procede de apuração do jornalista Robson Morelli, do portal The Football.

O valor é superior ao mínimo exigido pelos russos – 12 milhões de euros, segundo colegas da imprensa russa – e coloca o Verdão à frente do Fluminense na corrida pelo defensor.
A movimentação partiu da presidente Leila Pereira, que atendeu a um pedido direto do técnico Abel Ferreira por um zagueiro pronto para assumir a titularidade. Com a saída de Micael por empréstimo e a necessidade de mais segurança defensiva, a diretoria decidiu agir rápido no mercado.
Palmeiras avança por Nino, alvo preferido de Abel para reforçar zaga
Segundo Morelli, o entrave não está no desejo do jogador. Nino, de 28 anos, quer retornar ao futebol brasileiro e já teria sinalizado positivamente para ambas as partes interessadas. O obstáculo é convencer o Zenit a liberar o atleta antes do fim do contrato, válido até junho de 2028.
O Zenit pagou 5 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do zagueiro em 2024. Agora, diante da pressão do atleta para sair e da exclusão da Rússia de competições europeias, os dirigentes avaliam uma venda.
Enquanto isso, o Fluminense adota postura mais cautelosa. Pessoas ligadas ao clube carioca afirmam existir um acordo verbal com o defensor para um retorno futuro, possivelmente após a Copa do Mundo. No entanto, não há proposta oficial nos moldes apresentados pelo Palmeiras neste momento.
Vantagem do Palmeiras sobre Fluminense para trazer Nino agora
Para atravessar o negócio agora, o Flu precisará, no mínimo, igualar — ou superar — os 15 milhões de euros oferecidos pelo clube paulista. Financeiramente, a investida alviverde agrada ao Zenit, que vê a possibilidade de triplicar o valor investido no jogador há dois anos.
Internamente, o Palmeiras trata Nino como “Plano A” para resolver uma carência considerada urgente. A diretoria entende que o investimento é alto, mas estratégico, especialmente diante do calendário decisivo que inclui disputas no Campeonato Brasileiro e na Libertadores.