O Palmeiras acabou sendo eliminado pelo São Paulo na Copa do Brasil, após fazer 2 a 1 no tempo normal e não ter sucesso nas cobranças de pênaltis. Após o apito final, Abel Ferreira deu diversas declarações fortes, inclusive sobre Gabriel Veron, que foi flagrado em uma balada consumindo bebida alcoólica pouco tempo antes dessa decisão.

Foto: Cesar Greco/SEP – Veron foi multado pelo Palmeiras.
Foto: Cesar Greco/SEP – Veron foi multado pelo Palmeiras.

“Dizem que Deus é misericordioso. Eu sou igual. Para mim, todas as pessoas têm que ter oportunidade na vida. Eu nunca vou desistir dos meus jogadores. Enquanto forem meus jogadores, não vou desistir de nenhum. Todos vocês já tiveram 18, 19 anos, começou o comandante, que não parou por aí:

“Já disse várias vezes que os brasileiros são, de longe, os melhores que já vi jogar. Mas precisam evoluir muito a nível de educação e como homens, porque eles não têm essa formação. Eles às vezes não têm noção nenhuma do que estão fazendo. E isso está na formação”, cravou Abel, prosseguindo:

“O Veron é o futuro do clube. Um clube que respeita seus funcionários, que paga seus fornecedores, não deve nada a ninguém. Há quem não faz isso e segue competindo, o que não é justo. E o Palmeiras, antes mesmo de eu chegar, traçou um caminho: apostar nos jovens. Vai ganhar, vai perder. Percebemos que às vezes teremos que educar e puxar para cima, argumentou. O gringo ainda citou o desempenho diante do São Paulo:

“Hoje, o Veron deu assistência, jogou bem enquanto teve energia. O que eu espero é que, cada um de nós, quando errar, faça as três perguntas mágicas: o que aconteceu comigo? O que eu aprendi? E o que vou fazer da próxima vez?, disse, completando:

Foto: Marcello Zambrana/AGIF – Veron jogou contra o São Paulo.

“Volto a dizer: não sou eu que corro, não sou eu que chuto, não sou eu que passo. São eles, não sou eu. Eu sou o homem que dá as coordenadas. Temos que sai daqui e chegar ali, e eu dou as coordenadas no GPS. Quem faz o caminho são eles. E a nossa função como treinador é também educar, como já disse várias vezes”, analisou.

“O Brasil carece muito de formação do homem. Isso começa na escola e na família que temos em casa. Já disse várias vezes que o homem que se é triunfa no profissional que se quer ser. Então, estamos aqui para educar tanto eu quanto o diretor de futebol, a psicóloga”, ressaltou Abel, que tentou explicar o ocorrido com o jovem:

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Ele é um moleque de 18, 19 anos, que precisa escolher muito bem os amigos que o rodeiam, porque às vezes não estamos rodeados dos melhores amigos. Eles querem apenas uma coisa de nós. O Veron vai dentro dessa linha”, comparou.

Mas não vou xingar ou insultar jogador. Não foi o que fizeram comigo e não foi a educação que meus pais me deram. Gosto de perdoar, desde que sinta do outro lado a vontade de querer fazer. Não posso ajudar quem não quer ser ajudado. E acredito que ele quer ser ajudado, porque tem um potencial enorme”, finalizou, conforme publicou a “ESPN”.