Abel Ferreira já escreveu seu nome na história do Palestra. Com títulos e um estilo de bastante personalidade, deu uma nova cara ao Verdão. Porém, também virou um constante alvo das críticas de jornalistas, que muitas vezes perdem o senso da informação e acabam desferindo ataques pessoais ao comandante português.

Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

No entanto, Abel está atento e calejado da linguagem usada por muitos profissionais que apelam para ofensa. Nesta segunda-feira (14), o treinador participou do lançamento de seu livro, “Cabeça fria, coração quente”, escrito com sua comissão técnica, durante o evento, realizado na sede da FAM, uma das patrocinadoras do Palmeiras, Abel foi claro e direto ao ponto, ao mandar um recado para os profissionais que passam do limite aceitável das críticas e partem para ofensas.

“Temos que ter um equilíbrio muito grande, ainda mais nos dias de hoje. Com imprensa, redes sociais. Não há respeito, não há limites. Seja elogio ou crítica. Temos que ter equilíbrio para entender que somos os mesmos nas derrotas ou nas vitórias”, declarou Abel Ferreira.

As palavras de Abel foram ditas no mesmo dia em que mais uma crítica virulenta foi soltada contra o treinador. Em seu programa na Rádio Transamérica, o comentarista Paulo Morsa foi extremamente duro, alegando que Abel é um “ser humano horrível e boçal”. Além disso, o jornalista criticou o estilo de jogo do Palmeiras: “Essa equipe é um bocadinho retranqueira… Jogamos atrás, não criamos oportunidades de gol. Essa equipe não joga, não propõe, ganha, não bate recordes…”, ironizou.

Durante a coletiva de lançamento do livro, Abel também expôsum hobby que acabou servindo como motivação ao elenco do Verdão na busca do Bi da Libertadores: limpar o aquário de um peixe chamado Libertadores, que a comissão comprou após o título de 2021. O treinador revelou o significado do ato: “Foi comprado após o título de 2021 porque peixes têm memória curta. Mostrei para os jogadores para que não pensem no passado e vivam o presente”.