Nos últimos tempos, o ex-diretor de futebol do Palmeiras costuma aparecer em fatos que cercam o cotidiano do Verdão. Seja em um elogio a algum jogador do clube, como aconteceu com Felipe Melo há meses, ou em interações com torcedores nas redes sociais. É nítido que o dirigente deixou o Palestra, mas de alguma forma, o Alviverde não saiu de Mattos. O diretor de futebol esteve nas Alamedas trabalhando entre 2015 e 2019, quando foi demitido por Maurício Galiotte.

Foto: Daniel Vorley/AGIF – Mattos disse que estava tudo planejado para pagar a dívida
Foto: Daniel Vorley/AGIF – Mattos disse que estava tudo planejado para pagar a dívida

Entretanto, mais uma vez Mattos se referiu ao Verdão em uma de suas entrevistas , desta vez foi para o cana do jornalista Jorge Nicola, no YouTube. Porém, a declaração não deixou de jogar no ar uma cutucada na gestão de Galiotte, presidente do Palestra que está em contagem regressiva para deixar o cargo. Na fala de Mattos, a dívida do clube com a Crefisa, em torno de R$ 160 milhões foi analisada, sob o prisma de sua atuação no Alviverde. A informação é do portalUol Esportes.

“Se o Palmeiras deve à Crefisa hoje, minha responsabilidade nisso é zero porque eu não estou mais lá para resolver. Se eu estivesse, como resolvemos [a dívida] de R$220 milhões com o Paulo Nobre, afirmo que a Leila seria presidente do Palmeiras em dezembro sem nenhum tipo de crédito a favor dela”, cravou Alexandre Mattos que na sequência completou explicando como tal débito com Titia Leila seria pago.

Ale Cabral/AGIF – Mattos e Galiotte em treino do elenco palestrino na Academia, em 2017

Mattos centraria nas vendas de atletas, como fonte de renda para abater a dívida com a Crefisa: “Todo um planejamento já tinha sido feito por mim e entregue ao Maurício Galiotte para, nesses dois anos que faltavam [de mandato] pagar a Crefisa. Como? Trabalho, amigos. Mapeando. Como vendemos o Róger Guedes, o Tche Tche. As pessoas esquecem que o Tche Tche não estava nem jogando e foi vendido por 6 milhões de euros, como vendemos o João Pedro, que está no Corinthians agora, por 4 milhões de euros para o Porto, ou como vendemos o Moisés, 31 anos, 4 cirurgias, por 6,5 milhões de euros para a China”, revelou.