A vitória acachapante do Internacional sobre o Grêmio no Gre-Nal 449 teve protagonistas claros dentro de campo e um deles foi Rafael Borré. Autor de dois gols na goleada colorada, o atacante recebeu elogios públicos do técnico Paulo Pezzolano, que destacou a versatilidade e a importância do colombiano no modelo de jogo implementado no Beira-Rio.

Pezzolano, técnico do Inter em entrevista coletiva (Foto: Ricardo Duarte / Internacional)
Pezzolano, técnico do Inter em entrevista coletiva (Foto: Ricardo Duarte / Internacional)

Em entrevista coletiva após o clássico, Pezzolano não poupou palavras ao falar sobre o camisa 19 e deixou claro que o desempenho de Borré vai além dos gols marcados contra o rival.

— Ele está preparado para jogar em todos os esquemas. Ele está preparado para jogar com outro centroavante também. Ele pode fazer muita coisa. Mas quando você tem um time agressivo, que chega muitas vezes à área rival, que é o que nós tentamos, ele vai ter mais participação — afirmou o treinador.

Confiança no elenco e recado à arquibancada

Além de exaltar Borré, Pezzolano aproveitou a entrevista para reforçar sua confiança no elenco e mandar um recado direto à torcida colorada, pedindo paciência e respaldo aos jogadores que vêm sendo questionados.

— Não gosto de falar muito. Gosto de treinar. Borré e Ronaldo — se os torcedores os vissem treinar — ficariam tranquilos. 2025 já passou. Gosto de como eles trabalham. Se estão jogando, é porque eles merecem — completou.

Identidade, intensidade e peso do clássico

Pezzolano deixou claro que sua principal obsessão é construir um time competitivo, intenso e identificado com o torcedor, independentemente do adversário ou da competição.

— Queremos um time agressivo e intenso, mas sabemos que os jogos não são iguais. O que nós queremos ver é um time que o torcedor se sinta identificado. Um time que vai lutar por todas as bolas. E esperando sempre que o resultado acompanhe.

O uruguaio também destacou o peso emocional do Gre-Nal e comparou a rivalidade com os grandes clássicos do futebol uruguaio.

— Nós uruguaios sabemos o que é um clássico. Aqui é o mesmo. Temos que ser responsáveis dentro e fora do campo. Foram três dias. Pensamos no jogo contra o Inter-SM para que os jogadores pegassem ritmo. Mas todos sabíamos que era um campeonato à parte.