O Internacional está prestes a dar o pontapé inicial na temporada de 2026, retornando aos gramados para a disputa do Gauchão. No entanto, o técnico Paulo Pezzolano tem a missão de recuperar o desempenho do atacante Rafael Borré e pode promover mudanças táticas para esse objetivo.

Isso porque o colombiano, contratado em 2024 por 6,2 milhões de euros junto ao Eintracht Frankfurt, tem números que frustram as expectativas, pois, segundo informação do portal Correio do Povo, pelo Colorado ele marcou menos gols do que em outros clubes pelos quais atuou.
Borré é um exemplo emblemático sobre os planos e desejos do Inter: “se o colombiano voltar a render o que já apresentou em outros momentos da carreira e fizer gols, o time amplia consideravelmente as chances de viver uma temporada mais estável. Caso contrário, o risco de um novo ano turbulento aumenta, sobretudo diante da limitação financeira do clube para realizar grandes investimentos”, ponderou Fabrício Falkowski.
Falkowski ainda pondera que o problema de Borré nunca foi falta de comprometimento; pelo contrário, o centroavante é um exemplo de entrega e de lealdade com o Clube do Povo. Vale lembrar que, quando o Inter estava ameaçado de rebaixamento, o presidente Alexandre Barcellos utilizou o atacante como exemplo do possível caos que ameaçaria o clube, afirmando que não teria condições de pagar Borré em caso de queda para a segunda divisão.
Borré é comprometido e leal, mas falta um desempenho mais assertivo
No entanto, o colombiano demonstrou amor à camisa ao afirmar: “Se acontecer o pior, quero ajudar o Inter a voltar ao seu lugar”, deixando claro que reduziria seus vencimentos em caso de rebaixamento.
Pezzolano já entendeu que insistir no mesmo roteiro é pedir para o filme acabar mal. Por isso, estuda mexer no tabuleiro tático para tentar extrair algo mais do camisa 19. A ideia que circula passa por resgatar um desenho com dois homens de frente, inspirado naquele River Plate de 2018, em que Borré, protegido por Lucas Pratto, jogava leve, confiante e decisivo. Foi ali que o colombiano foi, de fato, jogador de impacto — não promessa, não aposta.
Borré precisa alcançar números de temporadas passadas
O problema é que o contexto atual está longe daquele cenário ideal. Quando Borré desembarcou no Beira-Rio, falou-se em parceria com Enner Valencia, que já se foi, ou em protagonismo imediato. Até agora, nem uma coisa, nem outra. O currículo pesa, o custo cobra, mas o rendimento segue devendo. E, no futebol, como se sabe, paciência costuma ser artigo de luxo.
A planilha ajuda a explicar por que ainda se aposta nele. Ao longo da carreira, Borré empilhou 123 gols em 429 jogos — nada desprezível, um gol a cada três partidas e meia. No Beira-Rio, a conta fecha menos generosa: 19 gols em 76 aparições, média que escorrega para um gol a cada quatro jogos. Ainda assim, o histórico recente no próprio Inter impede o veredito definitivo. Em seu primeiro ano vestindo vermelho, balançou a rede 11 vezes em 29 partidas, com eficiência bem mais próxima do atacante que justificou o investimento. No futebol, números não jogam sozinhos, mas também não mentem.