O Gre-Nal 449, marcado para este domingo, promete ser um dos mais simbólicos da história do clássico gaúcho. Pela primeira vez em 116 anos de confrontos entre Grêmio e Internacional, os dois clubes entrarão em campo comandados por técnicos estrangeiros simultaneamente.

Pezzolano é o técnico do Internacional e Castro comanda o Grêmio. Fotos: Maxi Franzoi/AGIF
Pezzolano é o técnico do Internacional e Castro comanda o Grêmio. Fotos: Maxi Franzoi/AGIF

No lado colorado, o uruguaio Paulo Pezzolano terá a oportunidade de comandar o Inter em um clássico diante de sua torcida. Já o Grêmio será dirigido pelo português Luís Castro.

P3: A partida está marcada para as 20h, no estádio Beira-Rio, e será válida pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho. Embora o estadual ainda esteja em sua fase inicial, o Gre-Nal carrega um peso especial pelo momento vivido pelos dois clubes.

Estrangeiros à frente da dupla Gre-Nal

Luís Castro tornou-se o primeiro treinador português e o 11º estrangeiro a comandar o Grêmio ao longo de sua história. Já Paulo Pezzolano é o oitavo uruguaio e o 18º técnico de fora do país a assumir o Internacional, sendo o sexto estrangeiro contratado durante a gestão do presidente Alessandro Barcellos.

Apesar de ambos serem estrangeiros, o início de trabalho foi diferente. Luís Castro esteve à beira do campo desde a primeira rodada do Gauchão, utilizando o elenco principal. No Inter, Pezzolano apareceu apenas na segunda rodada, enquanto, antes disso, a equipe foi formada majoritariamente por atletas do sub-20.

O Inter, inclusive, já foi comandado por três técnicos diferentes na competição. Além de Pezzolano, os auxiliares Pablo Fernandez e Esteban Conde dirigiram a equipe. O time considerado titular só atuou completo na última rodada, na vitória por 2 a 0 sobre o Inter de Santa Maria.

Modelos semelhantes e contratos distintos

Contratados em dezembro após temporadas abaixo do esperado da dupla Gre-Nal, os treinadores possuem vínculos distintos. Luís Castro assinou contrato de dois anos com o Grêmio, enquanto Pezzolano firmou acordo por uma temporada, com cláusula de saída em caso de convite da seleção uruguaia.

Quando utilizaram formações consideradas titulares, ambos adotaram o esquema 4-2-3-1 como base, mostrando semelhanças nos modelos iniciais às vésperas de um Gre-Nal histórico.