A chegada do diretor de futebol, Alexandre Mattos, e do técnico Jorge Sampaoli ao Atlético Mineiro, é um marco de virada para o clube. Ambos são as referências que impulsionaram o clube para a reformulação vista em 2020. As exigências constantes por reforços, feitas pelo argentino, bem como, o apetite hábil de Mattos em abrir negociações, transformaram o Alvinegro no time que mais investiu em novos nomes no ano.

Ao todo, foram 19 novos atletas contratados e R$ 164,5 milhões gastos – apenas quatro jogadores chegaram ‘sem custos’, sendo por empréstimo ou fim de contrato. Os investimentos pesados bateram um recorde histórico ao trazer o jogador mais caro já contratado pelo Galo: Matías Zaracho, contratado junto ao Racing-ARG, no segundo semestre, por R$ 33 milhões.
As atuações no mercado da bola ainda tem como negociações notáveis, os R$ 23 milhões no lateral Guilherme Arana, R$ 20 milhões no atacante Marrony e R$ 17,89 milhões no zagueiro Júnior Alonso. Os dados são do UOL Esporte.
A metodologia aplicada por Alexandre Mattos na direção de futebol do Atlético, segue muito do mesmo “manual” seguido quando o rival Cruzeiro conquistou os Brasileiros de 2012 e 2014. Mas o roteiro ao qual mais se assemelha os passos do dirigente atualmente, é o seguido no Palmeiras, quando trabalhava na equipe paulista, entre 2015 e 2019. Nesse espaço de tempo, o Palmeiras montou os elencos campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão 2016 e 2018.
Tanto o Galo, quanto o Palmeiras, conta com aportes financeiros poderosos. A MRV Engenharia, no Atlético, e a Crefisa, no antigo clube de Mattos. Como exemplos passados, o dinheiro da empresa de crédito pessoal, possibilitou ao Palmeiras, contratações como Carlos Eduardo por R$ 26 milhões, Deyverson por R$ 20 milhões e outras negociações que são questionadas até hoje, mesmo após a saída do dirigente.
A semelhança também está no recorde batido, pois assim como trouxe o jogador mais caro do Atlético em sua gestão, como já citado, Alexandre Mattos também contratou o jogador mais caro do clube Alviverde, ao fechar negócio com Miguel Borja por mais de R$ 33 milhões.
O Galo continua na briga do Campeonato Brasileiro, competição que lidera com 38 pontos, dois pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Internacional, sendo este o campeonato remanescente, vez que não joga mais nesta temporada competições como Copa do Brasil, Libertadores da América e Copa Sul-Americana.