Em evento na Associação Comercial de São Paulo, o prefeito da cidade, Ricardo Nunes, afirmou que “não será feita nenhuma ação que coloque a Praça Charles Miller dentro do reequilíbrio da concessão”. Tudo isso se deu porque a administradora Allegra, que ganhou a disputa pelo Pacaembu, pediu também a concessão da praça em frente ao estádio.

A empresa pede uma compensação em função da pandemia, já que alega que durante o período de lockdown deixou de ganhar R$3.9 mi por não poder realizar eventos no Pacaembu. Para isso, a Allegra quer que a Praça Charles Miller seja incorporada à concessão, além de concessão do complexo esportivo, mais 15 anos no contrato, totalizando 50 anos de administração e desconto de 71% na outorga fixa.
A Allegra pretende construir um complexo esportivo, com quadras de esportes de areia e praça de alimentação na área da Praça Charles Miller. Com isso, a empresa pretender faturar por ano cerca de R$11.5mi, cerca de três vezes mais do que o prejuízo alegado.
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Em abril, a Prefeitura considerou repassar a Praça Charles Miller e, na sequência, a Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias colocou o documento que trata a respeito destas possíveis concessões sob sigilo público. E, de acordo com matéria da Globo, na terça-feira (13), o parecer não estava mais disponível na SEI, o portal de transparência das contas e dados públicos da Prefeitura de SP. A Prefeitura não respondeu qual era o conteúdo deste parecer, em solicitação da emissora.
No dia 15 de setembro, em nota, a Prefeitura comunicou que o documento foi transferido pela Secretaria de Governo para a análise da SP Regula, que fiscaliza os contratos e finanças da cidade, que é quando as informações devem ser disponibilizadas para consulta da população. Até o momento, nem o Tribunal de Contas do Município teve acesso ao documento sigiloso.